PF desliga ar-condicionado à noite em Brasília após reclamação de Bolsonaro
Defesa do ex-presidente alegou que ruído constante causava sofrimento e impedia sono adequado na superintendência.
A Polícia Federal (PF) desligou o sistema central de ar-condicionado do prédio da superintendência em Brasília durante o período noturno. A medida foi adotada após uma reclamação formal da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena no local desde 22 de novembro de 2024 por tentativa de golpe de Estado.
Os advogados de Bolsonaro solicitaram ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que a PF fosse acionada para resolver o problema. Eles alegaram que o ruído contínuo do equipamento, que funcionava 24 horas por dia, configurava uma perturbação constante à saúde e à integridade física do ex-presidente.
Petição e resposta das autoridades
O filho de Bolsonaro, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), divulgou nas redes sociais uma foto do pai passando mal na cela e descreveu um "ruído intenso, alto e constante". A defesa pediu a Moraes que a PF adotasse providências técnicas, como adequação do equipamento, isolamento acústico ou mudança de layout.
O ministro deu um prazo de cinco dias para a Superintendência da PF se manifestar. Em resposta, a corporação confirmou a existência dos ruídos no sistema de climatização, mas afirmou que não seria possível eliminá-los ou reduzi-los sem a realização de obras estruturais, o que paralisaria o funcionamento do prédio por dias.
Solução noturna adotada
A solução encontrada foi desligar a central de ar-condicionado todos os dias, das 19h30 às 7h30. Este é o horário em que não há expediente no prédio da Superintendência da PF no Distrito Federal, permanecendo apenas o plantão para ocorrências em flagrante. A central com os geradores fica localizada ao lado da cela onde Bolsonaro está preso.
Novos pedidos da defesa
Paralelamente, a defesa do ex-presidente protocolou um novo pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias. O argumento citou a queda que Bolsonaro sofreu na noite do dia 6 de fevereiro, quando bateu a cabeça e foi diagnosticado com traumatismo craniano leve após exames no hospital DF Star.
Além disso, os advogados apresentaram outras três petições, que ainda aguardam resposta. Os pedidos incluem a inclusão de Bolsonaro no programa de remissão de pena por leitura, o acesso a uma Smart TV na cela e a garantia de atendimento religioso regular.
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