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O deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) é alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU) que investiga suposto desvio de recursos públicos. A ação, batizada de Operação Graco, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (29) e cumpre 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Acre e no Distrito Federal.

Segundo a PF, o foco são possíveis irregularidades na contratação de uma empresa para shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira (AC). As investigações apontam para um suposto desvio de R$ 912 mil provenientes de emendas parlamentares, conhecidas como "Emendas Pix".

Parlamentar afirma inocência

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Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado Eduardo Velloso se pronunciou sobre a operação. O parlamentar afirmou que agentes da PF apreenderam um celular de uso pessoal e um tablet e declarou ter "compromisso com a verdade".

"Quero esclarecer aqui para vocês que tenho fé em Deus e certeza da minha inocência (...) acredito na Justiça e tenho fé em Deus que isso rapidamente será esclarecido. Estou aqui pronto para responder tudo que for necessário para comprovar que eu não tenho nada a ver com a destinação de emendas irregulares", disse Velloso.

Perfil do investigado e crimes apurados

Natural de Rio Branco e formado em Medicina, Eduardo Velloso exerceu a profissão de oftalmologista antes de se eleger deputado federal em 2022. De acordo com informações do portal da Câmara, ele solicitou afastamento do cargo entre 13 de dezembro de 2023 e 12 de abril de 2024 para "Tratamento de Saúde" e "Licença para Tratar de Interesse Particular". O parlamentar já declarou sua intenção de disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026.

A Operação Graco investiga crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro. A PF e a CGU atuam em conjunto para apurar as denúncias e identificar todos os envolvidos no esquema.

Próximos passos da investigação

Com a conclusão das buscas e apreensões, as autoridades devem analisar o material coletado para consolidar as provas. O caso segue sob sigilo judicial, e os investigados poderão ser chamados a prestar esclarecimentos. A operação marca mais um capítulo no combate a desvios de recursos públicos vinculados a emendas parlamentares no país.