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O relógio está correndo para a Goodyear. Se você mora em Americana ou depende da água que abastece a região, preste atenção: a multinacional tem até às 23h59 desta quinta-feira (07) para apresentar à Cetesb a comprovação de que removeu todo o lixo químico que despejou no Córrego Bertini.

O que está em jogo se a Goodyear não cumprir o prazo?

A história começou com um morador indignado. Ele faz parte do grupo “Amigos pela Natureza” e, ao caminhar por uma área de difícil acesso entre a Vila Bertini e o Parque Nova Carioba, notou algo estranho na água: um material preto, parecido com graxa, e um tom amarelado com manchas de óleo.

Inconformado, ele não se calou. Acionou a Prefeitura de Americana e registrou um boletim de ocorrência. A denúncia levou a Cetesb até o local, que confirmou: a poluição vinha do descarte irregular de resíduos pela Goodyear.

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O que a multinacional precisa entregar para escapar da multa?

A Cetesb foi clara nas exigências. A Goodyear precisa apresentar, até o fim do dia, um pacote de documentos que inclui:

Causas do lançamento irregular; Medidas corretivas e preventivas; Um relatório técnico que comprove a remoção integral dos resíduos; Ações de recuperação ambiental; E a destinação correta de todo o material retirado.

Se a empresa entregar tudo certinho, equipes da Cetesb farão uma nova inspeção no local para verificar se as medidas foram cumpridas. Caso contrário, a multa de R$ 115,2 mil será aplicada.

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Até segunda-feira (04), a Goodyear ainda não havia recorrido. O iG procurou a Cetesb e a multinacional, mas até a publicação desta reportagem, nenhuma das partes havia se pronunciado sobre o andamento do processo.

Por que isso importa para você?

O Córrego Bertini não é um riacho qualquer. Ele é um dos afluentes que deságuam no Rio Piracicaba, fonte crucial para o abastecimento de água de Americana. A contaminação do manancial pode afetar diretamente a produção de água potável e a segurança hídrica da cidade.

O que acontece agora? Se a Goodyear não cumprir o prazo, a multa será aplicada e o caso pode evoluir para um crime ambiental. Mas a grande pergunta que fica é: a água que sai da sua torneira está segura? A resposta depende do que acontecer nas próximas horas.