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Os preços do petróleo dispararam e superaram a marca de US$ 100 por barril após o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciar um bloqueio ao Estreito de Hormuz. A medida é uma resposta ao fracasso das negociações de paz entre os EUA e o Irã, que ocorreram no Paquistão no último sábado (6). O conflito militar entre Israel, apoiado pelos EUA, e o Irã já dura sete semanas.

O barril de petróleo Brent, referência global, atingiu US$ 102 no domingo (7), uma alta de US$ 7 em relação ao fechamento anterior. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, também subiu US$ 7, chegando a US$ 104 por barril.

Crise se agrava com fechamento de rota vital

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Os preços do petróleo vinham em trajetória de alta desde o início da guerra entre EUA, Israel e Irã, em fevereiro. Como retaliação, o Irã efetivamente fechou o tráfego pelo Estreito de Hormuz, uma rota marítima crítica localizada em sua costa. Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa por esse canal.

Danos a infraestruturas petrolíferas em outros países do Oriente Médio, causados pelo conflito, agravaram ainda mais a crise na cadeia de suprimentos. O impacto é sentido globalmente, levando algumas nações a adotarem semanas de trabalho mais curtas e outras táticas de economia de energia. Nos EUA, o preço médio nacional da gasolina ultrapassou US$ 4 no final de março.

Negociações de paz fracassam após 24 horas

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O vice-presidente dos EUA, JD Vance, viajou ao Paquistão para conduzir as conversas de paz com o Irã. Após quase 24 horas de discussões, os países não chegaram a um acordo. Trump havia concordado com um cessar-fogo de duas semanas em 7 de abril, condicionado à reabertura imediata do Estreito de Hormuz pelo Irã.

Em resposta ao fracasso diplomático, Trump anunciou o bloqueio naval em uma publicação na rede social Truth Social no domingo (7). "Efetivo imediatamente, a Marinha dos Estados Unidos, a Melhor do Mundo, começará o processo de BLOQUEAR qualquer e todos os navios tentando entrar ou sair do Estreito de Hormuz", escreveu o ex-presidente.

Sem perspectiva de fim para o conflito

Com a guerra entrando em sua sétima semana e as negociações de paz interrompidas, não há um fim à vista para o conflito. A medida de bloqueio anunciada por Trump promete intensificar ainda mais as tensões geopolíticas e a pressão sobre os mercados energéticos globais, com consequências econômicas imprevisíveis para os consumidores e as indústrias em todo o mundo.