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A primeira superlua de 2026 poderá ser observada no céu a partir da noite desta quinta-feira (2) e ao longo da madrugada de sexta-feira (3). O fenômeno, que faz a lua parecer maior e mais brilhante, ocorre quando a fase cheia do satélite coincide com seu ponto orbital mais próximo da Terra, conhecido como perigeu.

De acordo com cálculos astronômicos oficiais, a lua atinge a fase cheia às 10h03 (horário de Brasília) da sexta-feira (3). No entanto, o espetáculo celeste já estará visível desde o início da noite de quinta, especialmente logo após o pôr do sol, quando a lua surge no horizonte.

O que causa a superlua

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A superlua acontece porque a órbita da lua ao redor da Terra não é perfeitamente circular, mas sim elíptica. Em determinados períodos, a distância entre os dois corpos diminui, aumentando levemente o tamanho aparente e o brilho do disco lunar. Nesta primeira superlua do ano, o satélite estará a aproximadamente 362 mil quilômetros do nosso planeta.

Embora a diferença visual não seja extrema, observadores atentos conseguem perceber uma lua mais destacada no céu, sobretudo quando ela está próxima ao horizonte – um efeito óptico que intensifica a sensação de tamanho.

Denominação cultural e observação

A lua cheia de janeiro é tradicionalmente chamada de "Lua do Lobo", nome herdado de povos indígenas do Hemisfério Norte que associavam o período aos uivos de lobos durante o inverno rigoroso. A denominação tem caráter cultural e não está ligada a mudanças físicas no fenômeno astronômico.

Para uma melhor observação, a recomendação é buscar locais com céu aberto, longe do excesso de luz artificial das cidades. A lua poderá ser vista a olho nu, mas o uso de binóculos ou câmeras com zoom ajuda a destacar detalhes da superfície lunar, como crateras e mares.

Além disso, a lua cheia de janeiro aparecerá no céu acompanhada de planetas brilhantes, o que pode tornar a observação ainda mais interessante para entusiastas de astronomia ou fotografia noturna.