Publicidade

A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, após uma aula de natação em uma academia no bairro Parque São Lucas, na Zona Leste da capital paulista. O caso ocorreu na noite de sábado (7) e está registrado como morte suspeita e perigo para a vida ou saúde no 6° Distrito Policial (DP) de Santo André.

Além da vítima fatal, outros quatro alunos que participaram da mesma aula, incluindo o marido de Juliana, passaram mal com sintomas de intoxicação e estão internados. Testemunhas relataram um cheiro químico intenso na piscina, seguido de queimação nos olhos, nariz e pulmões, além de episódios de vômito.

Investigação em andamento

Publicidade

De acordo com informações da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), há suspeita de vazamento de cloro ou de outro gás na piscina. Peritos já foram acionados para realizar exames no local e apurar as causas exatas da intoxicação.

Os policiais do 42° DP (Parque São Lucas), responsável pelas investigações, iniciaram diligências para localizar e intimar proprietários e gerentes da academia para prestarem esclarecimentos. Até o momento, o estabelecimento segue aberto e tentativas de contato com seus representantes não obtiveram retorno.

Novas vítimas e atendimento

Na manhã deste domingo (8), um homem compareceu à delegacia após seu filho de 14 anos, também aluno da academia, apresentar sintomas similares aos das outras vítimas. Juliana e seu marido buscaram atendimento em um hospital de Santo André, mas a professora não resistiu e morreu após sofrer uma parada cardíaca.

A SSP-SP confirmou que o caso é tratado com prioridade e que todas as linhas de investigação estão sendo seguidas, incluindo a análise do sistema de tratamento da água e a ventilação do ambiente da piscina.

Próximos passos

As investigações devem se concentrar agora nos laudos periciais, que determinarão a substância intoxicante e as possíveis falhas de manutenção ou operação. A polícia aguarda também os resultados dos exames das vítimas para correlacionar os sintomas com o agente químico.

O caso pode evoluir para indiciamentos por homicídio culposo, caso seja comprovada negligência, conforme previsto no Código Penal. A academia poderá responder ainda por infrações sanitárias e trabalhistas per órgãos de vigilância.