O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu-se para mediar as conversas de paz entre os Estados Unidos e o Irã. A oferta foi feita em uma ligação telefônica para o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, neste domingo (12), após o fracasso de 20 horas de negociações diretas entre Washington e Teerã, realizadas no Paquistão no último sábado (11).
Segundo nota divulgada pelo Kremlin e reproduzida pela agência de notícias russa Interfax, Putin afirmou que a Rússia está pronta para "seguir facilitando" um acordo de paz no Oriente Médio. "Vladimir Putin enfatizou sua disposição em facilitar ainda mais a busca por uma solução política e diplomática para o conflito e em mediar os esforços para alcançar uma paz justa e duradoura no Oriente Médio", diz o comunicado oficial.
Resposta iraniana e nova medida americana
De acordo com a Interfax, Pezeshkian confirmou a conversa com Putin e debateu os termos discutidos durante as negociações de paz que não chegaram a um consenso. O principal ponto de discórdia continua sendo o programa nuclear iraniano, com os EUA exigindo que o Irã abra mão de suas ambições atômicas.
Em resposta ao impasse, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12) que a Marinha americana realizará um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A medida, segundo Trump em publicação na rede social Truth Social, terá efeito imediato e envolverá a interceptação de embarcações que tentarem transitar pela região.
O Estreito de Ormuz como ponto crítico
O controle do Estreito de Ormuz tem sido um dos pontos mais críticos no conflito entre EUA e Irã. A passagem é vital para o transporte global de petróleo. Os Estados Unidos exigiram que o Irã abrisse imediatamente o estreito para todo o tráfego marítimo, mas o governo iraniano se recusou a abrir mão de sua vantagem estratégica sobre essa rota.
A oferta de mediação de Putin surge em um momento de alta tensão, com a Rússia buscando posicionar-se como um ator diplomático central em uma das crises geopolíticas mais complexas da atualidade. A movimentação ocorre paralelamente ao endurecimento da postura militar americana na região.