A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) implementará, a partir de 2026, uma tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR) para digitalizar redações manuscritas dos alunos. A medida visa otimizar o processo de correção e devolutiva pedagógica aos estudantes da rede pública paulista.
Com a nova ferramenta, os professores poderão fotografar as redações escritas à mão. O sistema converterá automaticamente a escrita cursiva em texto digital, permitindo uma leitura e análise mais ágil por parte dos educadores. A iniciativa busca fortalecer o acompanhamento do aprendizado em língua portuguesa.
Projeto-piloto e expansão
A tecnologia foi testada em um projeto-piloto no segundo semestre de 2025, envolvendo 79,8 mil estudantes do 7º ano do Ensino Fundamental de 115 escolas da capital e da região metropolitana. A funcionalidade será expandida em 2026 para os anos finais do Ensino Fundamental e para todo o Ensino Médio.
“A experiência da rede paulista foi reconhecida como exemplo de aplicação de tecnologia educacional em larga escala no ensino público”, destacou a Seduc-SP em comunicado sobre o projeto.
Reconhecimento internacional
A plataforma Redação Paulista, que abriga a iniciativa, ganhou destaque global ao ser apresentada na abertura do Microsoft Ignite, principal conferência anual de tecnologia da Microsoft, em novembro de 2025. O CEO da Divisão Comercial da empresa, Judson Althoff, exibiu um vídeo mostrando a rotina na Escola Estadual Marechal Carlos Machado Bitencourt, em Guarulhos.
A apresentação ressaltou o uso de assistentes virtuais de correção com inteligência artificial, implementados pela secretaria para auxiliar os professores e aumentar a produção textual dos alunos. A ferramenta é parte de um esforço contínuo para integrar tecnologia ao cotidiano escolar.
Impacto na prática pedagógica
A digitalização promete reduzir significativamente o tempo entre a escrita da redação pelo aluno e o retorno com correções e comentários do professor. O processo manual de revisão de textos manuscritos, que demanda mais tempo, será substituído por um fluxo digital que facilita anotações, grifos e a identificação de padrões de erro.
A Seduc-SP não informou o valor do investimento na tecnologia, mas destacou que a prioridade é a eficiência pedagógica. A expectativa é que a ferramenta esteja totalmente operacional no início do ano letivo de 2026.