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Startup de fusão nuclear Avalanche aposta em reatores compactos para acelerar pesquisa
Ciência e Tecnologia

Startup de fusão nuclear Avalanche aposta em reatores compactos para acelerar pesquisa

Empresa angariou US$ 80 milhões e testa mudanças em dispositivos duas vezes por semana com abordagem inspirada no setor aeroespacial.

Redação
Redação
3 de fevereiro de 2026

A startup de energia de fusão nuclear Avalanche Energy está adotando uma abordagem radicalmente diferente no setor: construir reatores do tamanho de uma bola de basquete em vez dos gigantescos dispositivos que dominam a pesquisa na área. A empresa, que recentemente levantou US$ 29 milhões em uma rodada de investimentos liderada pela R.A. Capital Management, totaliza agora US$ 80 milhões em financiamento.

O CEO e cofundador Robin Langtry, que trabalhou na Blue Origin de Jeff Bezos, defende que o tamanho reduzido permite uma iteração muito mais rápida. "Estamos usando o pequeno tamanho para aprender rápido e iterar rápido", disse Langtry em entrevista ao TechCrunch. A empresa testa alterações em seus dispositivos "às vezes duas vezes por semana", um ritmo impraticável em reatores de grande escala.

Tecnologia baseada em eletricidade de alta voltagem

Enquanto empresas como a Commonwealth Fusion Systems (CFS) usam grandes ímãs em tokamaks e outras empregam lasers poderosos, a tecnologia da Avalanche utiliza corrente elétrica em voltagens extremamente altas. O método faz com que partículas de plasma orbitem um eletrodo, e à medida que a órbita se estreita e a velocidade aumenta, as partículas colidem e fundem.

O reator atual da empresa tem apenas nove centímetros de diâmetro. Uma nova versão, com 25 centímetros, está em desenvolvimento e deve produzir cerca de 1 megawatt. "Isso vai nos dar um aumento significativo no tempo de confinamento, e é assim que vamos conseguir plasmas com chance de serem Q>1", explicou Langtry. Em fusão, "Q" refere-se à razão entre a energia gerada e a energia consumida; Q>1 significa que o dispositivo passou do ponto de equilíbrio.

Cronograma ambicioso e instalação compartilhada

Langtry não estabeleceu uma data para que a Avalanche atinja o marco de gerar mais energia do que consome, mas acredita que a empresa está em uma linha do tempo similar à de concorrentes como a CFS e a Helion, apoiada por Sam Altman. "Acho que muitas coisas realmente emocionantes vão acontecer na fusão entre 2027 e 2029", projetou.

Os experimentos com o novo dispositivo serão realizados no FusionWERX, uma instalação de testes comerciais que a Avalanche também aluga para concorrentes. Até 2027, o local deve estar licenciado para manusear trítio, um isótopo de hidrogênio crucial como combustível para a geração de energia para a rede elétrica.

A estratégia da Avalanche reflete uma influência direta da mentalidade do setor aeroespacial "new space", exemplificado pela SpaceX. "Descobrimos que, usando essa abordagem, você pode iterar muito rapidamente, aprender muito rapidamente e resolver alguns desses desafios", concluiu Langtry, que fundou a empresa com Brian Riordan, também ex-funcionário da Blue Origin.

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