STF autoriza PGR a analisar provas de operação contra Banco Master
Decisão de Toffoli permite que procuradores tenham visão completa de supostos crimes de grandes proporções.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (14) o envio à Procuradoria-Geral da República (PGR) de todas as provas apreendidas em uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. A decisão atende a um pedido da própria PGR e reverte uma determinação anterior do relator, que havia ordenado o lacramento dos materiais.
A operação, deflagrada na manhã desta quarta, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Também foi executada uma prisão temporária contra o investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro, e realizada busca pessoal no empresário Nelson Tanure, conforme informou a Polícia Federal.
Decisão garante acesso sistêmico às provas
Na nova decisão, o ministro Toffoli argumentou que o acesso ao acervo probatório permitirá ao procurador-geral da República "tenha uma visão sistêmica dos supostos crimes de grandes proporções" identificados até o momento. A PGR havia solicitado a reconsideração do despacho inicial, que mantinha os bens e materiais apreendidos sob custódia na sede do STF.
Inicialmente, Toffoli havia determinado que todos os itens fossem lacrados e mantidos no tribunal. A revisão ocorreu após manifestação formal dos procuradores, que alegaram necessidade de analisar as evidências para dar continuidade às investigações.
Operação mira esquema de fraudes
A operação policial investiga um suposto esquema de fraudes com participação do Banco Master. As buscas e apreensões foram realizadas em múltiplos endereços conectados aos investigados, com foco em obter documentos e provas materiais que comprovem as irregularidades.
Além da prisão temporária de Fabiano Campos Zettel, a ação incluiu diligências contra outras figuras proeminentes do mercado, como Nelson Tanure, que teve busca pessoal realizada. A PF não divulgou detalhes sobre a natureza específica das fraudes sob investigação.
Próximos passos das investigações
Com a autorização do STF, a Procuradoria-Geral da República agora poderá examinar integralmente o material apreendido. A análise das provas é etapa crucial para definir os rumos da investigação, que pode resultar na formalização de denúncias contra os envolvidos.
O caso segue sob sigilo na Justiça, e novas medidas podem ser determinadas conforme o andamento do trabalho da PGR. A operação representa mais um capítulo em investigações de grande porte envolvendo instituições financeiras e figuras do empresariado nacional.
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