Um surto de mal-estar afetou 211 colaboradores da fábrica da Hyundai Mobis em Piracicaba, no interior de São Paulo, desde o dia 16 de janeiro. O episódio resultou no afastamento de 86 trabalhadores, conforme informou a empresa. Não há registros de internações ou óbitos relacionados ao caso.
A Vigilância Sanitária local e a Prefeitura de Piracicaba acompanham as investigações, que ainda buscam confirmar a origem do problema. A Hyundai Mobis afirmou que adotou uma série de medidas preventivas e que está integralmente à disposição para colaborar com as autoridades.
Medidas imediatas da empresa
Entre as ações implementadas estão a desinfecção completa do restaurante da empresa e a reformulação do cardápio, priorizando alimentos de baixo risco. A companhia também verificou os níveis de cloro em todos os bebedouros e reforçou os procedimentos de higienização de todas as instalações.
Para garantir a hidratação, a empresa passou a distribuir garrafas de água e isotônicos aos colaboradores. A Hyundai Mobis esclareceu que toda a água utilizada, tanto para consumo quanto para preparo de alimentos, provém exclusivamente do sistema público municipal, sem uso de poços ou fontes alternativas.
Investigação em andamento
Para auxiliar na apuração, amostras da água consumida na unidade e das refeições servidas foram coletadas e enviadas para análise laboratorial. Os resultados devem sair em até duas semanas.
Paralelamente, a empresa monitora atendimentos em hospitais e prontos-atendimentos de Piracicaba para verificar se há registros de sintomas semelhantes na população em geral. A Hyundai Mobis também solicitou ao Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba (SEMAE) o laudo de qualidade da água dos dias anteriores aos primeiros relatos.
Compromisso e próximos passos
A Hyundai Mobis reforçou seu compromisso com a saúde de seus colaboradores, com a transparência e com a comunidade local. "Assim que os resultados das análises forem disponibilizados, novos esclarecimentos serão divulgados publicamente", informou a empresa em nota.
O Portal iG entrou em contato com a Vigilância Sanitária de Piracicaba para confirmar os números oficiais e obter informações sobre o andamento das investigações, mas ainda aguarda retorno.