O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou publicamente nesta quinta-feira (22) sua intenção de disputar a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes em outubro. A declaração foi feita por meio de uma publicação em suas redes sociais, na qual também anunciou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, marcada para a próxima quinta-feira (29).
Na postagem, Tarcísio de Freitas buscou encerrar especulações sobre uma possível candidatura presidencial e reforçou seu alinhamento com Bolsonaro. O governador afirmou que seu objetivo é "trabalhar sempre por uma direita unida e forte para tirar a esquerda do poder".
Fim da indefinição e declaração de lealdade
Em sua publicação, Tarcísio foi direto: "Sou candidato à reeleição do governo do estado de São Paulo". Ele acrescentou: "Qualquer informação diferente desta não passa de especulação". Sobre o ex-presidente, declarou: "Irei visitar o presidente Bolsonaro, a quem sou e serei grato e leal, na próxima quinta-feira para prestar o meu total apoio e solidariedade".
A confirmação ocorre após uma semana de polêmica. Tarcísio havia pedido autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para visitar Bolsonaro na prisão, mas depois desmarcou o encontro. Embora tenha justificado a desistência com compromissos oficiais em São Paulo, aliados atribuíram a mudança à relação conturbada com o clã Bolsonaro.
Contexto político e pressões
A família Bolsonaro vinha criticando publicamente o governador por não demonstrar apoio suficiente à pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro. Paralelamente, pesquisas de opinião recentes apontavam Tarcísio como um nome mais viável do que Flávio para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também busca a reeleição.
Essa percepção de viabilidade alinhava o governador paulista a caciques de partidos de centro e de direita que são contrários à candidatura do filho do ex-presidente. A indefinição pública de Tarcísio sobre seus planos alimentava essas especulações, agora encerradas pela declaração oficial.
A visita marcada para o dia 29 de janeiro é interpretada como um movimento para reafirmar sua base política e acalmar as críticas internas, consolidando sua posição na disputa pelo governo do principal estado da federação.