Publicidade

Uma praia no sul da Inglaterra foi tomada por milhares de batatas fritas congeladas e cebolas após fortes tempestades no fim de 2025 e início de janeiro de 2026. O incidente ocorreu após contêineres de dois navios cargueiros caírem no mar durante as intempéries, espalhando a carga pelas praias próximas à cidade de Eastbourne, no condado de East Sussex. A operação de limpeza mobilizou autoridades locais, grupos ambientalistas e moradores voluntários.

O conselho do condado de East Sussex informou que a remoção dos resíduos começou na última terça-feira. A empresa de resgate marítimo responsável atua em nome do proprietário do navio Lombok Strait, que perdeu 17 contêineres refrigerados com alimentos durante uma tempestade em 8 de janeiro. A companhia afirmou estar cooperando com autoridades e a guarda costeira do Reino Unido para localizar e recuperar os contêineres perdidos.

Mutirão de voluntários

Publicidade

O morador local Joel Bonnici relatou que as primeiras cebolas, ainda em sacos plásticos, apareceram na areia na semana passada. No sábado, durante uma trilha com sua companheira, Trisha, na região de Falling Sands, o casal se deparou com sacos de batatas fritas espalhados por toda a extensão da praia em direção ao farol. “Foi bom ver as pessoas se unindo para proteger o meio ambiente”, disse Bonnici, que interrompeu o passeio para dedicar horas à coleta do lixo, iniciativa seguida por outras famílias.

A prefeitura de Eastbourne informou que a maior parte das embalagens plásticas das batatas fritas já foi retirada graças à ação dos voluntários e agradeceu o esforço da comunidade. Em praias vizinhas, o impacto foi significativo: apenas em um dia, quase duas toneladas de lixo foram recolhidas, volume muito acima do normal para a época.

Risco ambiental para a fauna

A organização Plastic Free Eastbourne alertou, em publicação nas redes sociais, que milhares de embalagens plásticas foram despejadas em uma área sensível do litoral. O grupo destacou o risco de focas e outros animais marinhos confundirem as sacolas plásticas com alimento, o que representa uma ameaça grave à fauna local.

Joel Bonnici lembrou que a colônia da região abriga entre 20 e 30 focas e afirmou ser triste ver tanta poluição tão próxima dos animais. No domingo, novos voluntários se juntaram ao mutirão, embora ainda haja resíduos a serem removidos. A recomendação das autoridades é evitar o trabalho durante a maré alta.

A operação de limpeza continua, com esforços coordenados entre a empresa responsável, a guarda costeira e a comunidade local para mitigar os danos ambientais e recuperar os contêineres restantes no mar.