O tenente-coronel Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, vai passar para a reserva remunerada do Exército Brasileiro. A mudança de status, na modalidade compulsória, terá validade a partir do próximo domingo, 1º de fevereiro de 2026.
O pedido foi realizado pelo próprio militar em agosto de 2025 e foi autorizado pelo comandante do Exército, general Tomás Paiva, na última quarta-feira (28). A decisão foi comunicada oficialmente pelo Centro de Comunicação Social do Exército (CComSEx).
Condição de reservista e vínculo com a força
De acordo com nota oficial do Exército, o pedido para passagem à reserva remunerada foi deferido "na cota compulsória". Isso significa que, apesar de não prestar mais serviços diários à corporação e ter que deixar a Vila Militar, Cid manterá um vínculo com a instituição e continuará a receber uma remuneração proporcional ao seu tempo de carreira.
"Na prática, o tenente mantém o vínculo com o Exército, mas vai passar a estar inativo", conforme explicado na apuração.
Contexto da condenação
O pedido de passagem para a reserva foi formalizado por Mauro Cid antes de sua condenação judicial. O militar foi condenado a dois anos de prisão em regime aberto por crimes relacionados à trama golpista investigada após as eleições de 2022, atuando como ajudante de ordens de Bolsonaro.
A decisão de passar para a reserva, portanto, ocorre em um momento posterior ao processo legal que resultou na sua condenação, mas o trâmite administrativo dentro do Exército seguiu curso após a solicitação do tenente-coronel.
Box Explicativo: Reserva Remunerada Compulsória
É uma modalidade de desligamento do serviço ativo no Exército em que o militar, ao completar determinado tempo de serviço ou por outras disposições legais, é transferido para a reserva. Ele deixa de cumprir funções diárias, mas mantém vínculo com a força e direito a proventos.