A Tesla removeu definitivamente a opção de compra única do pacote de software Full Self-Driving (FSD) nos Estados Unidos. A partir de agora, o recurso de assistência ao motorista estará disponível apenas por meio de uma assinatura mensal de US$ 99. A mudança foi implementada no fim de semana e segue o plano anunciado pelo CEO Elon Musk em janeiro.
A compra vitalícia do FSD, que custava US$ 8.000 de forma única, permitia ao proprietário usar o software por toda a vida útil do veículo. A eliminação dessa modalidade ocorre pouco tempo depois de a montadora também ter deixado de oferecer o Autopilot, um sistema de assistência mais básico, de graça para novos carros.
Evolução do preço e estratégia de assinaturas
O FSD foi lançado em 2016 com um custo inicial de cerca de US$ 5.000. O preço chegou a atingir um pico de US$ 15.000 antes de ser reduzido para os US$ 8.000 vigentes até a mudança. A Tesla introduziu a opção de assinatura em 2021, inicialmente por US$ 199 mensais, valor que depois foi cortado pela metade.
Em uma publicação na rede social X no mês passado, Elon Musk afirmou que a montadora aumentará os preços da assinatura do FSD à medida que as "capacidades melhorarem". A mudança para um modelo focado em assinaturas reflete uma tendência mais ampla da indústria de tecnologia e automotiva.
Contexto e impacto nos negócios da Tesla
Musk já defendeu no passado que os carros da Tesla seriam "ativos valorizáveis", sugerindo que os proprietários se beneficiariam conforme o software se tornasse mais autônomo. Sob um plano de desempenho executivo aprovado no ano passado, parte da remuneração do CEO está vinculada à meta de alcançar 10 milhões de assinaturas ativas do FSD.
Anteriormente, o Autopilot atuava como um recurso gratuito de assistência em rodovias, enquanto o FSD era um recurso pago adicional para navegação em ruas da cidade. A decisão de encerrar as vendas únicas do FSD consolida a estratégia da empresa de transformar avanços em software em uma fonte de receita recorrente.