Paulo Fagundes, tio da adolescente Beatriz Emily Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, confessou à polícia ter assassinado a sobrinha. O crime ocorreu na residência do suspeito, em Mozarlândia, interior de Goiás. A jovem foi até o local para auxiliar o tio com documentos de aposentadoria.
Em depoimento ao delegado Willian Caio, titular da Delegacia de Polícia Civil de Mozarlândia, Paulo Fagundes relatou que uma discussão entre a vítima e Maria Aparecida Camelo de Carvalho, mulher que morava com ele, teria desencadeado o crime. O suspeito afirmou ter se sentido desrespeitado após a adolescente "levantar a voz".
Detalhes da confissão
Com frieza e sem demonstrar remorso, conforme descrito pelo delegado, Paulo Fagundes contou que pegou um pedaço de madeira atrás da porta e golpeou Beatriz na cabeça. Após a vítima cair, ele a acertou mais duas vezes. O tio disse ter agido "no calor da emoção" e só depois percebeu a gravidade do ato.
Em seguida, segundo a confissão, ele teria levado o corpo para o fundo da casa, cortado o pescoço da jovem e a enterrado no quintal. Paulo Fagundes afirmou que, após o crime, seguiu a vida normalmente e foi trabalhar como pedreiro.
Investigação em andamento
A Polícia Civil investiga a participação de Maria Aparecida Camelo de Carvalho. No depoimento de Paulo, ela teria dito "já estava feito" após o primeiro ataque. Maria Aparecida negou qualquer envolvimento, afirmando não estar presente no local no momento do homicídio.
O delegado Willian Caio informou que aguarda os laudos do IML (Instituto Médico Legal) para esclarecer se houve contato sexual e confirmar todas as circunstâncias do assassinato. A polícia trabalha para verificar a veracidade dos depoimentos de ambos os envolvidos.
Prisão e situação processual
Paulo Fagundes foi preso pela Polícia Militar. O delegado relatou que o suspeito não demonstrou nervosismo durante a abordagem. Ele foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel e está preso na Unidade Prisional Regional de Mozarlândia.
Maria Aparecida Camelo de Carvalho foi encaminhada para a unidade prisional feminina de Niquelândia, também em Goiás. Ambos permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.