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Um grupo de trabalhadores do setor de tecnologia está pressionando os principais executivos de suas empresas a se posicionarem publicamente contra a Agência de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). O movimento ocorre enquanto o governo Trump envia agentes federais para áreas metropolitanas do país.

A petição, intitulada "A tecnologia exige a ICE fora de nossas cidades", pede que os líderes da tecnologia "atendam ao telefone" e liguem para a Casa Branca para exigir que os agentes da ICE "deixem nossas cidades". Outras demandas incluem o cancelamento de contratos corporativos com a agência e a condenação pública da "violência da ICE".

Adesão e perfil dos signatários

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O documento já recebeu mais de 250 assinaturas, um número que representa uma pequena fração da força de trabalho total do setor de tecnologia nos EUA. Funcionários do Google e da Amazon compõem a maioria dos signatários identificados, embora nem todos os participantes tenham escolhido divulgar seus nomes.

No momento da publicação do artigo de referência, aproximadamente 170 signatários estavam nomeados; os outros optaram por compartilhar apenas seu cargo e/ou empresa. Os organizadores da petição não foram divulgados.

Resposta das empresas e contexto político

Um porta-voz da Amazon declinou comentar sobre o assunto quando contatado. Um porta-voz do Google não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A petição surge em um contexto de execução agressiva das políticas de imigração pela administração Trump. Algumas táticas levaram a confrontos amplamente divulgados entre membros da comunidade local e agentes da ICE.

Minneapolis, cidade onde George Floyd foi morto por um policial, tornou-se recentemente um ponto focal de uma repressão à imigração. Foi lá que um agente da ICE atirou fatalmente em Renee Good, uma cidadã americana.

Repercussões trabalhistas e no setor

A Federação Trabalhista Regional de Minneapolis, afiliada à AFL-CIO, endossou no sábado uma mobilização que incentiva os residentes locais a faltarem ao trabalho em 23 de janeiro.

A Casa Branca também tem como alvo a indústria de tecnologia, aumentando a taxa para o visto H-1B – um programa do qual empresas de tecnologia e outros setores dependem para contratar talentos estrangeiros.

Impacto no ensino superior

A medida já gera efeitos em cadeia, desde o Vale do Silício até o ensino superior. Dados do National Student Clearinghouse Research Center mostraram uma queda de 5,9% nas matrículas de estudantes internacionais de pós-graduação em universidades dos EUA para o semestre de outono de 2025.