Trump afirma que execuções e mortes cessaram no Irã após protestos
Presidente americano atribui informação a fonte confiável, em meio a tensões e ameaças de intervenção militar contra o regime iraniano.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (14) que as execuções e a matança de manifestantes no Irã pararam. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa no Salão Oval da Casa Branca, onde o mandatário citou uma "fonte confiável" para embasar a informação. "Não há planos para execuções no Irã e a matança está parando", afirmou Trump, complementando: "As mortes pararam. As execuções pararam".
A declaração ocorre em um momento de alta tensão, com os Estados Unidos avaliando possíveis ações, incluindo intervenção militar, contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. Os protestos antigoverno no Irã completam 17 dias, resultando em milhares de mortes e prisões, segundo relatos de organizações de direitos humanos. O governo iraniano cortou o acesso à internet e linhas telefônicas na última quinta-feira (8), isolando o país.
Contexto de Tensão e Ameaças
Nos últimos dias, Donald Trump expressou apoio público aos manifestantes iranianos, prometendo que "a ajuda está a caminho" e alertando o Irã contra a execução de qualquer pessoa detida nos protestos. Na noite de terça-feira (13), o presidente americano já havia ameaçado o país com "medidas duras" caso houvesse execuções de manifestantes.
Como parte das medidas de resposta ao aumento das tensões, os Estados Unidos iniciaram nesta quarta-feira (14) a retirada de parte do pessoal de suas bases militares no Oriente Médio. A movimentação é vista como uma preparação para possíveis escaladas no conflito.
Incerteza sobre Destino de Manifestante
Apesar da afirmação de Trump, não há confirmação independente sobre a situação do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos. Segundo a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, Soltani seria enforcado nesta quarta-feira (14) pelo regime iraniano. Sua família afirma que ele foi preso em casa na última quinta-feira (8) e não teve direito a um advogado.
Soltani é um dos milhares de detidos durante os protestos contra o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. O líder iraniano, por sua vez, já pediu publicamente que Trump "focasse em seu próprio país" e culpou os Estados Unidos por incitarem os protestos que tomam as ruas do Irã.
Próximos Passos e Isolamento do Irã
Com o país praticamente isolado do mundo exterior devido ao bloqueio das comunicações, é difícil verificar de forma independente as alegações feitas por qualquer uma das partes. A comunidade internacional aguarda novos desenvolvimentos, enquanto organizações de direitos humanos pressionam por acesso e transparência sobre a real situação dentro do Irã. A retirada parcial de tropas americanas da região sinaliza uma fase crítica, onde declarações diplomáticas podem rapidamente evoluir para ações concretas.
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