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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (16) que "se convenceu" a suspender uma possível ação militar contra o Irã. A declaração foi feita a repórteres na Casa Branca, antes de sua partida para a Flórida. Segundo Trump, a decisão do regime iraniano de cancelar execuções planejadas de manifestantes detidos foi um fator determinante.

"Ninguém me convenceu. Eu me convenci", disse o presidente americano, ao ser questionado se aliados no Oriente Médio o influenciaram a deixar de lado a ideia de ataques. Trump também agradeceu publicamente ao Irã pelo suposto cancelamento dos enforcamentos.

Contexto da tensão e mediação

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A tensão entre os dois países vinha crescendo nesta semana. Na quinta-feira (15), conforme relatos de agências internacionais, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, telefonou para Trump. Paralelamente, Arábia Saudita e Catar atuaram nos bastidores em esforços para reduzir as hostilidades.

A decisão de suspender os ataques ocorre em meio a protestos massivos no Irã, que começaram no final de dezembro. De acordo com o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos, quase 3 mil pessoas foram mortas nos confrontos entre manifestantes e forças de segurança.

O caso do manifestante e a reação internacional

O anúncio da execução do manifestante Erfan Soltani, de 26 anos, teve repercussão mundial e parece ter sido um ponto de virada. Trump havia alertado que tomaria "medidas duras" caso as execuções ocorressem.

A ONG Hengaw, que monitora a região curda do Irã, divulgou inicialmente que a execução de Soltani estava marcada para quarta-feira (14). No dia seguinte, a organização informou que o regime havia adiado o enforcamento. Posteriormente, o governo iraniano alegou que Soltani não havia sido condenado à morte.

Agradecimento público e próximos passos

Em um post na rede social Truth Social, Trump expressou gratidão ao regime. “Respeito profundamente o fato de que todos os enforcamentos programados para ontem (mais de 800) foram cancelados pela liderança do Irã. Obrigado!”, escreveu o presidente.

A situação permanece volátil, com os protestos internos no Irã continuando e a posição dos Estados Unidos sendo monitorada de perto por aliados na região. A suspensão do plano militar, por ora, evita uma escalada imediata do conflito, mas as causas profundas da discórdia bilateral seguem sem resolução.