Publicidade

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na última sexta-feira (13) que exigirá identificação do eleitor para as eleições de meio de mandato de novembro, com ou sem a aprovação do Congresso. A declaração foi feita em uma publicação na rede social Truth Social, conforme reportado pelo portal CBS News.

Trump também defendeu a comprovação de cidadania e a proibição do voto por correspondência, com poucas exceções. O presidente repetiu alegações não comprovadas de que fraudes eleitorais generalizadas beneficiaram democratas em pleitos anteriores.

Proposta enfrenta resistência e questionamentos

Publicidade

Em sua publicação, Trump foi enfático: "Haverá identificação do eleitor para as eleições de meio de mandato, seja aprovada pelo Congresso ou não!". Ele acrescentou que apresentaria as "razões legais" para essa medida em breve, por meio de uma Ordem Executiva.

"Esta é uma questão que precisa ser combatida, e precisa ser combatida AGORA!", escreveu o presidente. A alegação de que não cidadãos votam em larga escala é contestada por especialistas, que apontam a extrema raridade desses casos, já considerados ilegais pela legislação atual.

Contexto eleitoral e popularidade em queda

As eleições de meio de mandato, ou "midterms", ocorrem na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro, aproximadamente na metade do mandato presidencial. Em 2026, estarão em disputa todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 33 ou 34 das 100 cadeiras do Senado.

A medida proposta por Trump surge em um momento de queda em sua popularidade. Pesquisa da National Opinion Research Center (AP-NORC) apontou que a aprovação do presidente caiu para 36%, o nível mais baixo em três meses, igualando o recorde negativo de novembro de 2025. Atualmente, 62% dos americanos desaprovam sua gestão.

Próximos passos e implicações

A tentativa de impor a identificação eleitoral por ordem executiva promete gerar uma batalha legal, já que mudanças nas regras eleitorais geralmente exigem aprovação legislativa. Especialistas constitucionais preveem contestação judicial imediata caso a medida seja implementada.

O anúncio reflete a prioridade que a questão da segurança eleitoral tem na agenda de Trump, que frequentemente questiona a integridade do processo eleitoral americano sem apresentar provas robustas, segundo analistas políticos.