Trump ameaça Irã com 'medidas duras' após relatos de execução de manifestante
Presidente americano alerta Teerã em entrevista, citando operações militares anteriores como exemplo de resposta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o Irã com "medidas muito duras" caso o regime iraniano execute manifestantes presos durante os recentes protestos. A declaração foi dada em entrevista à CBS News nesta terça-feira (13), após relatos de que um jovem de 26 anos seria enforcado.
De acordo com a organização humanitária curdo-iraniana Hengaw, o regime iraniano anunciou a execução de Erfan Soltani para esta quarta-feira (14). Soltani foi detido durante um protesto contra o governo do aiatolá Ali Khamenei e preso em casa na última quinta-feira (8), sem direito a advogado, segundo sua família.
Contexto de violência e alerta americano
Na entrevista, Trump inicialmente disse não ter conhecimento da decisão de executar manifestantes, mas fez um alerta direto ao ser informado sobre os relatos. "Vamos tomar medidas muito duras, se fizerem esse tipo de coisa", afirmou o presidente americano, sem detalhar quais medidas seriam adotadas, mas acrescentando que o objetivo seria "vencer".
Para explicar sua posição, Trump citou exemplos de ações militares dos EUA, como a atuação na Venezuela e as operações que resultaram nas mortes de Abu Bakr al-Baghdadi, líder do Estado Islâmico, e do general iraniano Qasem Soleimani em 2019 e 2020.
Referência a ataque nuclear e apoio aos protestos
O presidente também mencionou o ataque dos EUA ao Irã em junho de 2024 como exemplo do que seria "vencer". "A ameaça nuclear iraniana foi eliminada em cerca de 15 minutos, assim que os B-2 chegaram lá. Aquilo foi uma obliteração completa", declarou Trump.
Ainda nesta terça-feira, Trump pediu que os manifestantes continuassem protestando no Irã e afirmou que "a ajuda está a caminho", sem detalhar o significado da declaração. Os protestos no país começaram há cerca de 15 dias e já resultaram em mais de 2 mil mortes e quase 16,8 mil prisões, segundo dados da organização Human Rights Activists (HRANA), sediada nos Estados Unidos.
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