O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está convidando diversos países para integrar um "Conselho da Paz", um órgão internacional proposto com o objetivo de monitorar a Faixa de Gaza e auxiliar na reconstrução da área, devastada após uma série de ataques militares de Israel. A iniciativa busca estreitar laços diplomáticos, mesmo após medidas comerciais contenciosas, como a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros.
Entre os convidados está o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, não há confirmação oficial sobre a aceitação do convite por parte do governo brasileiro. A lista de países contatados não é definitiva, pois nem todas as nações anunciaram publicamente o convite recebido.
Adesão de pelo menos 25 países
De acordo com declarações do enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em entrevista à CBS News, ao menos 25 países já aceitaram o convite para participar do conselho. "O número pode ser maior", afirmou Witkoff, indicando que a lista final ainda está em formação.
O conselho é apresentado como uma ferramenta para facilitar a estabilização e a recuperação da Faixa de Gaza, região palestina que enfrenta uma grave crise humanitária e de infraestrutura após meses de intensos conflitos.
Contexto das relações EUA-Brasil
O convite ao Brasil ocorre em um momento particular das relações bilaterais. Recentemente, a administração Trump impôs tarifas sobre uma série de produtos brasileiros, uma medida que tensionou o comércio entre os dois países. A tentativa de engajamento por meio do Conselho da Paz é vista como um movimento diplomático paralelo a essas questões econômicas.
A participação de potências regionais e globais é considerada crucial para a legitimidade e eficácia de qualquer iniciativa de reconstrução e monitoramento em Gaza, um território sob bloqueio israelense e egípcio e administrado pelo grupo Hamas.