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O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump criticou a Organização das Nações Unidas (ONU) durante o lançamento oficial do "Conselho da Paz", realizado nesta quinta-feira (22) em Davos, na Suíça. Trump afirmou que o novo conselho terá aval para "fazer tudo o que quisermos" e será presidido por ele de forma vitalícia.

"Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", disparou Trump na cerimônia. O ex-presidente ressaltou que o conselho atuará em conjunto com a ONU, mas terá poderes amplos, incluindo a capacidade de convidar membros e vetar participações.

Países confirmam adesão ao novo órgão

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Ao todo, cerca de 20 nações confirmaram participação no "Conselho da Paz". A adesão envolve a assinatura de documentos conforme os procedimentos legais de cada país. Cerca de 35 países confirmaram uma adesão inicial, de um total de mais de 50 convidados.

Enquanto Brasil e Rússia ainda analisam a proposta ou não responderam oficialmente, a China rejeitou o convite, priorizando a atuação dentro da estrutura da ONU.

Foco inicial em Gaza e críticas internacionais

O "Conselho da Paz" tem como foco inicial a reconstrução e a estabilização da Faixa de Gaza. Segundo o governo norte-americano, o órgão foi criado para promover estabilidade, restaurar governança legítima e garantir paz em zonas de conflito.

No entanto, parte da comunidade internacional vê a criação do conselho como uma tentativa de substituir a ONU, com poderes amplos concentrados em Donald Trump e um desvio do mandato original centrado em Gaza.

Próximos passos e estrutura de poder

Com Trump como presidente vitalício, o conselho terá autonomia para definir seus membros e agenda. "Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", afirmou o ex-presidente.

O sucesso da iniciativa dependerá da formalização das adesões pelos países e da definição clara de como o novo órgão irá interagir – ou competir – com as estruturas diplomáticas já existentes, principalmente a ONU.