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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou nesta semana o início de uma reestruturação da segurança nacional e fixou um prazo de 100 dias para a entrega do novo Plano de Defesa da Nação. A medida ocorre três semanas após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores, em 3 de janeiro de 2026.

O anúncio foi feito durante cerimônia em que Rodríguez foi reconhecida como comandante-chefe da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), consolidando o apoio militar ao governo interino. Segundo ela, o plano definirá “as diretrizes do novo sistema defensivo” com integração entre estruturas civis, militares e policiais.

Integração de ciência e cibersegurança

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Como parte da reestruturação, o governo criou um gabinete nacional de defesa e segurança cibernética, vinculado ao Conselho de Vice-Presidentes. A coordenação ficará com a ministra da Ciência e Tecnologia, a professora Gabriela Jiménez.

O objetivo, segundo Rodríguez, é integrar cientistas civis e o Conselho Científico Militar para proteger infraestruturas digitais e o espaço cibernético do país. A iniciativa aumenta o escopo do plano de defesa para além do componente militar tradicional.

Discurso de endurecimento e abertura ao diálogo

No discurso, Rodríguez afirmou que a ofensiva externa buscou “subjugar a soberania” do país e pediu cooperação máxima dos órgãos do Estado para cumprir o cronograma. A dirigente também citou Simón Bolívar como referência histórica para a reorganização nacional.

Rodríguez direcionou um recado a grupos opositores e a seus aliados no exterior. Disse que o governo mantém aberto um programa de diálogo político, mas advertiu que não permitirá novas ações que ameacem a ordem interna, afirmando que a lei será aplicada “no respeito pela Constituição”.

Contexto da intervenção americana

Em 3 de janeiro de 2026, forças dos Estados Unidos lançaram uma operação em território venezuelano para capturar Maduro, sob acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Após a ação, Washington anunciou que governará o país até a conclusão de um processo de transição.

Maduro e Cilia Flores prestaram declarações iniciais em um tribunal de Nova York e se declararam inocentes. A próxima audiência do caso está marcada para 17 de março. Com o apoio da FANB, Delcy Rodríguez assumiu interinamente a Presidência e passou a conduzir a resposta institucional do governo venezuelano à intervenção externa.