Publicidade

Uma viagem de última hora à França, realizada em agosto, mostrou os prós e contras do turismo sem planejamento detalhado. A viajante, uma canadense que preferiu não se identificar, aceitou um convite da prima com apenas um mês de antecedência para uma "viagem de garotas" há muito sonhada. O destino combinado foram as cidades de Paris e Nice.

A experiência, segundo seu relato ao *Business Insider*, foi "verdadeiramente eletrizante", mas também trouxe aprendizados sobre logística, consumo e imersão cultural. A viagem ocorreu sem um roteiro rígido, permitindo descobertas inesperadas, mas também resultou em imprevistos com bagagem e escolhas gastronômicas.

Liberdade e imersão superam roteiro fixo

Publicidade

Um dos principais pontos positivos destacados foi a liberdade proporcionada pela falta de um itinerário apertado. A viajante seguiu apenas algumas sugestões de uma parente que morou em Paris, como visitar um clube de jazz perto da Catedral de Notre-Dame, passear por Montmartre e conhecer o Canal Saint-Martin. Fora isso, as decisões eram tomadas no dia a dia, o que gerou uma sensação maior de relaxamento.

"Não ter um roteiro apertado acabou sendo uma das melhores partes da viagem", afirmou. A abordagem permitiu interações mais autênticas com locais, que se mostraram "prestativos" e "geralmente amigáveis", especialmente quando ela tentava falar o básico do francês.

Visitas repetidas ao mesmo marco geram experiências distintas

A Torre Eiffel foi visitada em duas ocasiões com resultados diferentes. No primeiro dia, que coincidiu com o aniversário da viajante, a experiência foi deliberadamente turística, com fotos e um piquenique com prosecco às margens do Sena para ver o pôr do sol e a iluminação do monumento.

Na segunda visita, durante uma garoa, a experiência foi de observação profunda, sem a pressão por registros. "Dessa vez, não havia pressão para tirar fotos, e pude realmente viver o momento", descreveu. A conclusão foi que visitar o mesmo ponto icônico mais de uma vez, com objetivos distintos, valeu a pena.

Logística de última hora impõe limitações

O lado negativo veio com as decisões logísticas tomadas para economizar. Para evitar o custo de uma bagagem despachada no voo de uma hora entre Paris e Nice, a turista levou apenas uma mochila. A estratégia se mostrou problemática em Nice, onde a falta de espaço impediu a compra de lembranças durante um tour pela Riviera Francesa e limitou as opções de roupa.

"Da próxima vez, definitivamente levarei uma mala maior para acomodar roupas extras e lembranças", planeja ela, reconhecendo o erro.

Descobertas gastronômicas fora dos roteiros tradicionais

Outro aprendizado veio na busca por restaurantes. Inicialmente, a viajante recorreu a recomendações do Instagram, que se mostraram "decepcionantes". A virada ocorreu ao buscar cafés familiares locais, como o Acà e o Café Lulu, em Paris.

Nesses locais, encontrou comida "incrível" a preços "razoáveis". "Em retrospecto, desejo ter procurado mais lugares como este desde o início", lamentou.

Oportunidades perdidas e lições para uma próxima viagem

A viagem também revelou oportunidades de compra não aproveitadas. A viajante percebeu que marcas de luxo têm preços melhores em Paris do que no Canadá, mas o tempo curto impediu compras mais elaboradas. Ela citou as farmácias, com seus produtos de skincare franceses, e a Galeries Lafayette Haussmann – uma loja de departamentos e marco arquitetônico com vista panorâmica da cidade – como pontos de interesse que merecem mais atenção futura.

O balanço final da experiência de última hora é positivo, mas com ajustes claros para uma próxima aventura: mais espaço na bagagem, menos dependência de redes sociais para gastronomia e mais tempo para explorar o comércio local.