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A plataforma de vídeo Vimeo está reduzindo seu quadro de funcionários globais esta semana, confirmou sua proprietária, a empresa de tecnologia europeia Bending Spoons, ao Business Insider. Os cortes chegam alguns meses após a compra da Vimeo por cerca de US$ 1,38 bilhão em novembro.

Um porta-voz da Bending Spoons se recusou a confirmar a escala das demissões desta semana. Esta é a segunda rodada de cortes na Vimeo desde setembro, quando a empresa dispensou 10% de sua força de trabalho em tempo integral em um "esforço para garantir foco e eficiência", conforme registrado em um documento da SEC na época.

Histórico de cortes pós-aquisição

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A Bending Spoons, com sede em Milão, possui uma coleção de empresas de software, incluindo Evernote, Meetup e WeTransfer. A empresa tem investido pesadamente em fusões e aquisições para crescer, fechando a compra da Vimeo em novembro e anunciando em outubro que adquiriria a AOL por US$ 1,5 bilhão. Ela levantou US$ 4 bilhões em financiamento por dívida em 2025 para apoiar a aquisição da AOL e futuras atividades de M&A.

A Bending Spoons tem histórico de realizar cortes de pessoal após comprar empresas. A firma demitiu 75% dos funcionários da WeTransfer após adquirir a plataforma de transferência de documentos, por exemplo. "Eu gostaria de poder dizer que foi uma surpresa", disse um funcionário da Vimeo afetado pelas demissões mais recentes sobre os cortes.

Trajetória da Vimeo e cenário do setor

Desde sua fundação em 2004, a Vimeo lutou para se posicionar como uma plataforma premium de hospedagem de vídeos e uma alternativa ao YouTube. Nos últimos anos, a empresa tem investido em ofertas de software além da hospedagem, como webinars e outros eventos. A Vimeo era anteriormente de propriedade da holding de mídia IAC, que a separou como uma empresa pública em maio de 2021.

A Vimeo não é a única empresa de tecnologia a reduzir o quadro de funcionários este ano. Outras, incluindo Meta e TikTok, demitiram trabalhadores enquanto buscavam reestruturar ou reduzir determinadas linhas de negócios. Algumas também estão congelando contratações em 2026 enquanto aguardam um cenário econômico mais claro ou buscam eficiências de custo com ferramentas como IA.