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Bill Gates, fundador da Microsoft e filantropo, emitiu uma forte negação nesta sexta-feira (31) sobre novas alegações que surgiram em e-mails do financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Os documentos, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, contêm alegações não corroboradas sobre Gates solicitar medicamentos para doenças sexualmente transmissíveis e envolver-se em encontros ilícitos.

Um porta-voz pessoal de Gates classificou as afirmações como "absolutamente absurdas e completamente falsas" em comunicado ao Business Insider. Segundo o representante, os e-mails apenas demonstram a frustração de Epstein por não ter um relacionamento contínuo com Gates e "os extremos a que ele iria para incriminar e difamar".

Conteúdo dos e-mails de 2013

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Os e-mails, que Epstein escreveu para si mesmo em 2013, parecem ser rascunhos de mensagens destinadas a um funcionário da Fundação Bill & Melinda Gates chamado Boris. Um dos e-mails, com o assunto "bill", sugere que Bill Gates teria solicitado medicamentos para uma doença sexualmente transmissível para administrar "sub-repticiamente" à sua então esposa, Melinda French Gates.

Outra mensagem afirma que Boris teria ajudado Gates a "conseguir drogas" e facilitado "encontros ilícitos" entre o bilionário e "garotas russas", além de "mulheres casadas". Não há confirmação de que o texto dos e-mails tenha sido enviado a Gates.

Contexto do relacionamento e impacto pessoal

Bill Gates já admitiu publicamente ter participado de vários jantares com Epstein por motivos filantrópicos, declarando posteriormente se arrepender do tempo passado com ele. O financista cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento em uma prisão federal.

O The Wall Street Journal noticiou em 2021 que Melinda Gates começou a buscar aconselhamento para divórcio em 2019, época em que os encontros de Bill com Epstein vieram à tona. Em entrevista à CBS em 2022, Melinda afirmou que os laços do ex-marido com Epstein foram um fator na separação do casal, que foi finalizada em 2021.

Próximos passos e reações

A divulgação faz parte de mais de 3 milhões de páginas de documentos relacionados a Epstein que foram tornados públicos. A negação veemente de Gates busca conter o impacto das alegações, que surgem em um contexto de escrutínio contínuo sobre as relações de figuras públicas com o financista.

Até o momento, não há indícios de investigações criminais contra Bill Gates relacionadas a estas alegações específicas. O caso permanece como mais um capítulo no longo desdobramento pós-morte do escândalo Epstein.