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O CEO da ServiceNow, Bill McDermott, anunciou nesta quarta-feira (26) um programa de recompra de ações no valor de US$ 5 bilhões, como demonstração de confiança no futuro da empresa. A companhia planeja usar cerca de US$ 2 bilhões desse montante nas próximas semanas para adquirir suas próprias ações no mercado.

McDermott também informou que recentemente reestruturou seu pacote de remuneração executiva para amarrar seu pagamento futuro mais diretamente ao desempenho das ações da ServiceNow nos próximos três anos. Além disso, o executivo se comprometeu a permanecer no cargo de CEO até o final de 2030.

Resposta ao ceticismo do mercado com a IA

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A movimentação ocorre em um contexto de preocupação do mercado financeiro com o impacto da inteligência artificial generativa no setor de software corporativo. Nos últimos meses, as ações da ServiceNow caíram aproximadamente 40% desde o início de 2025, refletindo o temor de que a IA possa substituir alguns tipos de software.

McDermott rebateu essas preocupações em entrevista ao Business Insider, afirmando que os resultados da empresa mostram que essa substituição não está ocorrendo. "O crescimento da receita está lá. O fluxo de caixa livre e as margens operacionais estão acelerando", declarou o CEO.

Resultados financeiros e nova parceria

Os anúncios foram feitos no mesmo dia em que a ServiceNow divulgou seus resultados trimestrais, que superaram as expectativas de lucro e receita de analistas de Wall Street. A empresa também anunciou uma nova parceria com a startup de IA Anthropic.

"Estamos construindo uma empresa de um trilhão de dólares aqui", afirmou McDermott, demonstrando otimismo. "Por meio da minha própria remuneração, estou apostando nas ações", completou, referindo-se às mudanças em seu pacote de compensação, que geralmente envolvem grandes premiações em ações.

Contexto e próximos passos

O CEO expressou confiança de que a empresa recuperará a valorização no mercado. "Nós merecemos um múltiplo maior, e vamos recuperá-lo", disse McDermott ao Business Insider.

A recompra agressiva de ações e o compromisso de longo prazo do CEO são vistos como tentativas de sinalizar solidez e perspectiva de crescimento contínuo aos investidores, contrapondo-se à narrativa de ameaça disruptiva da inteligência artificial.