Mesha Griffith, autora do livro infantil "The Bedtime Mantra", iniciou em 2021 um desafio pessoal de organização que se transformou em um fenômeno nas redes sociais. A proposta era se desfazer de 496 itens em 30 dias, seguindo uma lógica progressiva: um item no primeiro dia, dois no segundo, três no terceiro e assim sucessivamente.
A ideia foi inspirada pelo podcast "The Minimalists". A jornada, inicialmente compartilhada com familiares por mensagens de texto para manter a responsabilidade, ganhou escala quando Griffith decidiu documentar o processo para seus seguidores no Instagram em janeiro de 2025.
Gamificação e engajamento nas redes
Para uma segunda edição do desafio em dezembro de 2025, a autora adotou um método diferente: sortear um número aleatório a cada dia para definir quantos itens deveriam ser descartados. A tática, sugerida por um seguidor, provou ser eficaz para "gamificar" a tarefa e garantir a consistência das postagens.
"Todo dia desde que isso viralizou com meus vídeos de organização, eu tive pessoas esperando para ver qual número eu tiraria no dia seguinte. Eu não queria decepcionar essas pessoas", afirmou Griffith em entrevista ao Business Insider. O engajamento foi tão significativo que muitos começaram a fazer seus próprios desafios paralelamente.
Consciência financeira e destinação consciente
O processo gerou uma mudança na percepção de valor. "Todas as nossas coisas já foram dinheiro, e eu comecei a ver tudo como cifrões", contou a autora. Em um dos dias, ao somar o valor original dos itens descartados, o total chegou a US$ 400.
Griffith adotou uma postura rigorosa quanto ao destino dos objetos. Vender no Facebook Marketplace era uma opção, mas com a condição de que a venda fosse rápida. Itens que não eram vendidos prontamente eram doados para brechós, despensas comunitárias gratuitas ou instituições como a Columbus Humane Society (toalhas, lençóis e cobertores) e a ReStore da Habitat for Humanity (materiais de construção e eletrodomésticos em funcionamento).
Foco no bem-estar e fim do ciclo pessoal
Questionada por seguidores sobre regras específicas de contagem, a autora era enfática: um item "conta" se estiver causando ansiedade, estresse ou agitação. O objetivo principal era o alívio mental, não a mera contagem numérica.
Após os ciclos de desafio, Griffith afirma ter desenvolvido maior consciência sobre novas compras, embora admita que o acúmulo, especialmente de papéis como manuais de instrução e cartões de seguro vencidos, ainda ocorra. Para 2025, ela não planeja novos desafios pessoais, pois sente que esgotou itens para descartar em sua própria casa, mas demonstra interesse em ajudar amigos ou familiares em suas jornadas de desapego.