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Os bilionários da tecnologia Elon Musk e Sam Altman protagonizaram uma nova troca de acusações públicas nesta terça-feira (4), escalando uma rixa que já se desenrola nos tribunais. A discussão, travada na plataforma X (antigo Twitter), girou em torno da segurança dos produtos de suas empresas: o chatbot ChatGPT, da OpenAI, e o sistema de piloto automático Autopilot, da Tesla.

O embate começou quando Musk respondeu a uma publicação alertando: "Não deixe seus entes queridos usarem o ChatGPT". A postagem vinculava o uso do chatbot da OpenAI a mortes de crianças e adultos desde seu lançamento, em 2022. Em réplica, Altman defendeu a empresa e contra-atacou, questionando a segurança da tecnologia da montadora de carros elétricos.

Defesa e contra-ataque nas redes

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Sam Altman, CEO da OpenAI, respondeu primeiro à provocação de Musk. "É genuinamente difícil; precisamos proteger usuários vulneráveis, enquanto também garantimos que nossas salvaguardas ainda permitam que todos os nossos usuários se beneficiem de nossas ferramentas", afirmou.

Em seguida, o executivo direcionou suas críticas à Tesla. "Só andei em um carro usando [o Autopilot] uma vez, há algum tempo, mas meu primeiro pensamento foi que estava longe de ser algo seguro para a Tesla ter lançado", escreveu Altman. Ele completou: "Nem vou começar com algumas das decisões do Grok", em referência ao modelo de IA da empresa de Musk, a xAI.

A réplica final de Altman foi uma insinuação direta: "Você leva 'toda acusação é uma confissão' tão longe". Representantes de Musk e Altman não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da reportagem do Business Insider que originou a discussão.

Conflito judicial de fundo

A disputa nas redes sociais ocorre enquanto o duo está envolvido em uma batalha judicial de longa data sobre o status da OpenAI como empresa. Elon Musk processou Sam Altman e outros líderes da startup de inteligência artificial, alegando que eles o enganaram quando decidiram adotar uma estrutura com fins lucrativos.

Na ação judicial, Musk argumenta que a mudança afastou a OpenAI de sua missão original sem fins lucrativos. O bilionário afirmou ter doado US$ 38 milhões para a empresa quando ela foi originalmente fundada como uma organização sem fins lucrativos, em 2015.

Próximos capítulos

Com o processo em andamento e as relações públicas deterioradas, a rivalidade entre duas das figuras mais influentes do Vale do Silício deve continuar moldando o debate público sobre os limites éticos e a segurança no desenvolvimento de inteligência artificial e veículos autônomos. Analistas do setor acompanham o caso como um termômetro para os conflitos de interesse e governança na indústria de tecnologia de ponta.