Publicidade

Os Estados Unidos estão enviando o porta-aviões USS Abraham Lincoln e outras embarcações para o Oriente Médio, em meio ao aumento das tensões com o Irã. A informação foi divulgada pelo canal de notícias NewsNation nesta quarta-feira (14). O Pentágono, o Departamento de Defesa dos EUA, não se manifestou oficialmente sobre o deslocamento.

A movimentação militar ocorre após um oficial iraniano alertar, através da agência Reuters, que o Irã poderia atacar bases americanas na região caso seja bombardeado. A ameaça é vista como uma tentativa de dissuadir possíveis ações do governo do presidente norte-americano, Donald Trump, que tem ameaçado intervir no país em apoio a manifestantes.

Destino das embarcações e alerta de segurança

Publicidade

As embarcações, que estavam no Mar do Sul da China, serão realocadas para a área de responsabilidade do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM). Esta unidade militar abrange 21 países, incluindo o Oriente Médio, o nordeste da África, a Ásia Central e o sul da Ásia.

Paralelamente, diplomatas relataram à Reuters que parte do pessoal militar americano foi aconselhado a deixar a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, até a noite de quarta-feira. A base é uma das principais instalações das Forças Armadas dos EUA na região.

Contexto das tensões

As relações entre Washington e Teerã permanecem tensas há anos, com pontos críticos envolvendo o programa nuclear iraniano e o apoio do país a grupos militantes na região. A recente onda de protestos no Irã e as ameaças públicas de intervenção por parte da administração Trump elevaram o tom das hostilidades nas últimas semanas.

O envio de um porta-aviões como o USS Abraham Lincoln – uma das maiores embarcações de guerra do mundo, capaz de transportar mais de 60 aeronaves – é uma demonstração de força militar comum em situações de crise geopolítica. A presença do grupo de combate no Oriente Médio serve tanto como dissuasão quanto como plataforma para possíveis operações.

Até o momento, não há informações sobre um prazo para a permanência do grupo de combate na região ou sobre outras movimentações militares planejadas. A comunidade internacional acompanha a situação, preocupada com a escalada que poderia desestabilizar ainda mais uma região já conflituosa.