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Fósseis de museu revelam nova espécie de dinossauro gigante após um século
Ciência e Tecnologia

Fósseis de museu revelam nova espécie de dinossauro gigante após um século

Reavaliação de ossos coletados em 1916 identifica herbívoro de 12 metros que viveu há 75 milhões de anos nos EUA.

Redação
Redação
8 de janeiro de 2026

Uma nova espécie de dinossauro gigante foi identificada a partir de fósseis que estavam guardados em coleções de museu por mais de um século. O Ahshislesaurus wimani, um herbívoro do grupo dos hadrossauros, viveu há cerca de 75 milhões de anos na região que hoje é o estado do Novo México, nos Estados Unidos.

A descoberta foi publicada no Bulletin of the New Mexico Museum of Natural History and Science e liderada pelo paleontólogo Steven Jasinski. Os ossos foram originalmente coletados entre 1916 e o início do século 20 no sítio fossilífero de Ah-Shi-Sle-Pah, mas foram erroneamente atribuídos a espécies já conhecidas até a reavaliação recente.

Revisão técnica revela anatomia única

Ao aplicar técnicas modernas de análise, os pesquisadores identificaram características anatômicas distintas em fragmentos de crânio, mandíbula e vértebras. Essas características não se encaixavam em nenhum táxon descrito anteriormente, confirmando tratar-se de uma espécie inédita para a ciência.

O estudo estima que o animal atingia entre 10 e 12 metros de comprimento e pesava mais de oito toneladas. A estrutura de sua mandíbula sugere um sistema de mastigação altamente eficiente, adaptado para uma dieta baseada em grande volume de plantas.

Comportamento gregário e ecossistema antigo

A repetição de fósseis semelhantes na mesma formação geológica indica que o Ahshislesaurus provavelmente vivia em grupos. Naquele período do Cretáceo tardio, esse grande herbívoro compartilhava o ecossistema com predadores, crocodilianos, pterossauros e os primeiros mamíferos.

A descoberta ajuda a preencher lacunas no entendimento da diversidade dos hadrossauros e das conexões biogeográficas da América do Norte pouco antes da extinção em massa que eliminou os dinossauros não avianos.

O valor científico das coleções históricas

O caso reforça a importância das coleções museológicas para a paleontologia. Materiais coletados e estudados há décadas podem revelar novas informações quando revisitados com conhecimento e tecnologia atualizados.

"Cada osso reanalisado amplia o conhecimento sobre a evolução dos grandes herbívoros", destacam os pesquisadores. A descoberta demonstra que o passado ainda pode ser reinterpretado, mesmo quando está guardado, silenciosamente, dentro de uma gaveta de museu.

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