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Uma nova geração de empreendedores em Singapura está desafiando as altas taxas de falência do setor de alimentação para abrir seus próprios negócios. Jovens da Geração Z e millennials estão abandonando empregos corporativos tradicionais para administrar barracas em centros populares de comida, conhecidos como "hawker centers", enfrentando jornadas de trabalho exaustivas que começam antes do amanhecer.

Em 2025, o setor de Food & Beverage (F&B) do país registrou o fechamento de 3.074 estabelecimentos, de acordo com estatísticas da Accounting and Corporate Regulatory Authority of Singapore. Apesar do cenário desafiador, marcado pelo aumento dos aluguéis e por uma base de consumidores frugal, 4.103 novos negócios de alimentação foram abertos no mesmo período.

Mudança de perfil nos centros populares

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Os "hawker centers" são a principal opção para refeições acessíveis em Singapura, com 123 unidades gerenciadas pela Agência Nacional do Meio Ambiente (NEA). Tradicionalmente dominados por vendedores de meia-idade ou idosos que servem pratos locais como arroz com frango Hainanese e nasi lemak, esses centros estão recebendo um influxo de jovens.

Esses novos empreendedores estão diversificando a oferta com barracas especializadas em matcha, cervejas artesanais, produtos de padaria e pratos de fusão, alterando a paisagem gastronômica desses espaços icônicos.

Realidade de trabalho árduo e motivações

Repórteres do Business Insider entrevistaram oito proprietários de negócios de F&B das gerações Z e millennial para entender suas motivações. A maioria trabalha de seis a sete dias por semana, iniciando os preparativos muito antes do sol nascer e encerrando o dia tarde da noite, após atenderem aos clientes do jantar.

Ernest Ang, de 24 anos, é um exemplo. Ele abriu um restaurante há dois anos usando as receitas de sua avó. "Temos a mesma idade", contou ele à repórter Aditi Bharade, que destacou o contraste entre suas rotinas: enquanto ela trabalha em um escritório no distrito financeiro, Ang prepara grandes quantidades de frango frito e rendang de carne no calor tropical de 32°C de Singapura.

Contexto e perspectivas futuras

O movimento representa uma escolha consciente por um caminho de risco e esforço físico, em detrimento da segurança e do equilíbrio entre vida pessoal e profissional oferecidos por empregos de escritório. A reportagem, que começou a ser coletada no ano passado, busca compreender os medos e os possíveis arrependimentos desses jovens chefs e donos de negócio.

O sucesso permanece uma batalha difícil, mas a persistência desses novos empreendedores sugere uma transformação cultural e econômica em curso nos centros de comida de Singapura, com potencial para revitalizar e modernizar um setor fundamental para a identidade e o cotidiano do país.