Justiça do Rio decreta prisão preventiva de argentina por injúria racial em bar
Política

Justiça do Rio decreta prisão preventiva de argentina por injúria racial em bar

Advogada imitou gestos de macaco e usou termos pejorativos contra funcionários após discussão sobre conta.

Redação
Redação

5 de fevereiro de 2026

A Justiça do Rio de Janeiro decretou, nesta quinta-feira (5), a prisão preventiva da advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos. Ela é acusada de cometer os crimes de injúria racial e gestos racistas contra três funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul da capital fluminense. A decisão atendeu a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

O caso ocorreu no dia 14 de janeiro. Segundo a denúncia, a confusão começou quando Agostina alegou um suposto erro no pagamento de sua conta no estabelecimento. Enquanto o gerente verificava as imagens das câmeras de segurança, a argentina iniciou uma série de ofensas contra os funcionários.

Ofensas foram registradas em vídeo

Imagens do local registraram a advogada se referindo a um funcionário como "negro" de forma pejorativa e usando a palavra "mono" – que em espanhol significa macaco e é considerada racista. Os vídeos mostram Agostina Páez repetidamente imitando gestos e sons do animal para humilhar a vítima, que teve a identidade preservada.

A funcionária registrou um boletim de ocorrência no mesmo dia. Agostina só prestou depoimento à polícia três dias após o incidente, quando teve seu passaporte apreendido para evitar que deixasse o Brasil. Em sua defesa, a advogada negou as acusações.

MP aponta intenção de humilhar e risco de fuga

O Ministério Público argumentou que houve intenção clara de humilhar os funcionários e que a conduta foi repetida, mesmo após a argentina ser alertada de que suas ações configuram crime no Brasil. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) fundamentou a decisão de prisão preventiva no risco concreto de fuga, já que a acusada é estrangeira, e na reiteração das condutas ofensivas.

De acordo com a legislação brasileira, o crime de racismo prevê pena de 1 a 5 anos de prisão. É considerado um crime inafiançável e imprescritível, ou seja, não há prazo para que a ação penal deixe de ser movida.

A defesa de Agostina Páez ainda pode recorrer da decisão de prisão preventiva. O caso segue em segredo de justiça e aguarda os próximos trâmites processuais.

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