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MEC fará pesquisa nacional para avaliar impacto da lei que restringe celulares nas escolas
Educação

MEC fará pesquisa nacional para avaliar impacto da lei que restringe celulares nas escolas

Estudo do ministério vai analisar implementação e efeitos da legislação que completa um ano de vigência em 2026.

Redação
Redação

14 de janeiro de 2026 ·
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A Lei Federal nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas, completou um ano de vigência nesta terça-feira (13). Para avaliar os resultados da medida, o Ministério da Educação (MEC) realizará uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026. O estudo buscará entender como a lei tem sido implementada nas diversas redes de ensino e quais efeitos iniciais ela tem produzido no cotidiano escolar.

A legislação foi criada com o objetivo de minimizar distrações, fomentar o foco nas atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos pelos alunos. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou que os impactos têm sido positivos, com alunos mais engajados e interativos.

Contexto e motivação da lei

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A lei surgiu em meio à crescente preocupação com os impactos do uso excessivo e sem controle de celulares nas escolas. Estudos nacionais e internacionais indicam que a hiperconectividade intensifica distrações em sala de aula, agrava questões de saúde mental e compromete o ambiente de aprendizagem.

Dados do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes (Pisa) mostram que 80% dos estudantes brasileiros afirmam ter dificuldade de concentração nas aulas de matemática devido ao uso do celular. Uma consulta participativa realizada pelo Instituto Alana, pela Secom e pelo Governo do Reino Unido reuniu relatos sobre como o uso desregulado interfere diretamente nos estudos.

Adaptação e resultados práticos

A implementação da lei não ocorreu sem obstáculos. “O início foi desafiador. Houve resistência de alguns estudantes, ligações aos pais e até crises de ansiedade pela ausência do aparelho. Aos poucos, porém, todos se adaptaram, sempre com o apoio integral das famílias”, relatou o diretor da Escola de Ensino Médio em Tempo Integral (EEMTI) Dragão do Mar, Breno Marques.

Com o passar do tempo, os resultados começaram a aparecer. Professores passaram a perceber alunos mais atentos, participativos e concentrados. O diretor destacou que o costume de apenas “fotografar o quadro” deixou de existir, levando os estudantes a escrever, registrar e interagir mais. Nos intervalos, o pátio passou a ser ocupado por alunos conversando, frequentando a biblioteca, jogando xadrez e brincando na quadra.

Uso pedagógico e próximos passos

A legislação não veta o uso de celulares, mas define limites, autorizando os dispositivos para fins pedagógicos, de acessibilidade, inclusão, cuidados de saúde e garantia de direitos fundamentais. O MEC atua de forma integrada por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que incentiva uma educação digital baseada no uso seguro, ético, crítico e criativo da tecnologia.

Marques acrescentou que, apesar dos desafios logísticos em disciplinas que exigem uso pedagógico, a melhora no aprendizado foi evidente. “Tivemos o menor número de alunos em recuperação dos últimos anos”, explicou. A pesquisa do MEC em 2026 buscará mapear esses e outros efeitos em escala nacional, fornecendo dados para eventuais ajustes na política.

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