O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou à Polícia Federal (PF) que intime o presidente da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, para prestar esclarecimentos. O caso envolve o acesso indevido a dados pessoais de magistrados e seus familiares.
Em entrevista à imprensa, Cabral confirmou ter acessado informações de uma parente do ministro Gilmar Mendes em novembro de 2025. A declaração foi dada um dia após a PF deflagrar uma operação contra servidores acusados dos vazamentos, ação que também foi alvo de críticas do presidente da República.
Operação da PF e medidas cautelares
A operação policial resultou em buscas e apreensões contra os servidores investigados. Devido ao sigilo imposto ao caso, não é possível confirmar se o pedido de intimação de Cabral está diretamente ligado à investigação ou às suas declarações públicas.
Por determinação de Moraes, os servidores alvo da operação estão sujeitos a uma série de medidas cautelares. Entre elas estão o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento das funções públicas, o cancelamento de passaportes e a proibição de deixar o país.
Posicionamento da Receita Federal
Em nota oficial divulgada após a operação, a Receita Federal se manifestou sobre o caso. A autarquia esclareceu que as ações da Polícia Federal foram baseadas em informações fornecidas pela própria Receita, que colaborou com as investigações.
O acesso não autorizado a dados sigilosos de autoridades é crime e tem sido alvo de apuração rigorosa pelo STF, que busca coibir práticas de vigilância e violação de privacidade dentro da administração pública.