Uma jovem de 29 anos, que se descreve como uma extrovertida que valoriza sua independência, optou por celebrar seu aniversário com sua primeira viagem internacional solo nas últimas duas décadas. A decisão foi tomada após amigos demonstrarem indisponibilidade para marcar a data, levando-a a um resort all-inclusive em Cancún, no México.
A viagem, que aconteceu na semana de seu aniversário, representou sua primeira saída dos Estados Unidos em 24 anos – a última havia sido quando ela tinha 5 anos de idade. A experiência incluiu superar a novidade de passar pela imigração no aeroporto e se comunicar em espanhol limitado com o motorista que a levou ao resort.
Reações e superação da insegurança inicial
Durante o check-in, um funcionário do resort notou que a reserva era motivada por um aniversário. Uma mulher próxima, ao ouvir que a hóspede estava sozinha, elogiou sua coragem, afirmando que "nunca seria capaz de fazer isso".
O momento de maior insegurança veio no jantar, no restaurante mexicano do complexo. Ao pedir uma mesa para uma pessoa, a anfitriã questionou: "Oh, sério, é só você?". Apesar do incômodo inicial, o prazer de saborear pratos como fajitas de frango e bolo tres leches, enquanto admirava uma cachoeira no pátio, dissipou a preocupação com possíveis julgamentos alheios.
A liberdade de uma viagem sem compromissos
A estadia em um resort all-inclusive, com atividades pré-definidas, permitiu que ela escolhesse apenas o que realmente desejava fazer, sem necessidade de negociações ou concessões típicas de viagens em grupo. Entre as atividades que realizou de forma espontânea e sem culpa estão dormir até o meio-dia, pedir room service no meio da noite, participar de uma aula matinal de pintura e mergulhar no mar mesmo com cabelo alisado e maquiagem completa.
"Eu fiz tudo isso absolutamente sem culpa, porque não era responsável por mais ninguém e ninguém estava me esperando também", relatou ela sobre a experiência.
Redescoberta de hábitos e aumento da confiança
A viagem fez com que ela percebesse que não estava priorizando algumas de suas próprias necessidades. Durante a semana de aniversário, dedicou-se mais à sua aparência, o que elevou seu humor. Também levou dois romances para ler por prazer, um gênero diferente de sua preferência histórica por não-ficção, e conseguiu finalizar ambos os livros em seis dias, mantendo o hábito após retornar para casa, na Califórnia.
Um momento marcante foi pular no "lazy river" (rio lento) do resort durante uma chuva de temporal no dia do seu aniversário, resgatando uma sensação de alegria infantil. "Esta foi a primeira vez em muito tempo que me senti confiante em viver minha vida como eu quis, sem me preocupar com os pensamentos ou preocupações de mais ninguém", afirmou.
Resultado e planos futuros
O que começou como uma viagem que a deixou nervosa transformou-se na estadia da qual ela mais sentiu falta ao partir. A experiência a fez retornar aos EUA "mais confiante e empoderada do que nunca".
Ela agora considera repetir a experiência para seu 30º aniversário, que se aproxima, com a Europa como um possível destino. "A maioria de tudo, também me lembrou de fazer mais coisas que me tragam alegria, mesmo que sejam assustadoras no início", concluiu.