O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou esclarecimentos à Polícia Federal (PF) após a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reclamar do barulho do ar-condicionado na sala onde ele está preso. A solicitação foi feita na sexta-feira (2) e a PF tem um prazo de cinco dias para se manifestar.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e está detido na Superintendência da PF em Brasília. Sua defesa alega que o ruído excessivo e constante do equipamento de climatização estaria prejudicando seu repouso e afetando sua saúde.
Defesa pede medidas técnicas
Os advogados do ex-presidente afirmam que a situação caracteriza "perturbação à saúde e integridade do preso" e que o barulho "gera ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário" para manutenção de suas condições físicas e psicológicas.
Eles solicitaram ao ministro que oficiasse a PF para que adotasse as providências técnicas necessárias, sugerindo a mudança do local do ar-condicionado ou a instalação de isolamento acústico na cela.
Contexto da internação
Bolsonaro retornou à carceragem da Superintendência da PF em Brasília na última quinta-feira (1º), após receber alta do hospital DF Star. Ele havia passado por cirurgia e procedimentos médicos para tratar crises de soluços.
Até o momento da publicação desta matéria, a Polícia Federal ainda não havia se manifestado publicamente sobre o questionamento feito pelo ministro Alexandre de Moraes.