A Polícia Federal (PF) cumpre, na manhã desta sexta-feira (6), quatro mandados de busca e apreensão em Macapá (AP) para investigar possíveis irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá (RPPS/AP). As diligências, autorizadas pela 4ª Vara de Justiça Federal, fazem parte da Operação Zona Cinzenta.
O foco da investigação é a execução de investimentos realizados pela autarquia estadual, a Amapá Previdência (Amprev), em Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master. Segundo a PF, o montante de recursos da previdência estadual envolvido chega a R$ 400 milhões.
Alvos da operação
O principal alvo das buscas é o presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos. Também são investigados Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves, membros do comitê de investimentos da autarquia. A própria Amprev é citada como pessoa jurídica alvo da operação.
Em nota, a Polícia Federal informou que "estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta". A corporação não detalhou, até o momento, a natureza específica das irregularidades apuradas nos investimentos.
Contexto e próximos passos
A operação ocorre em um momento de crescente escrutínio sobre a gestão de fundos de previdência em todo o país. Regimes próprios, como o do Amapá, são responsáveis pela aposentadoria de servidores públicos estaduais e municipais, demandando rigor na aplicação de seus recursos.
O iG entrou em contato com a Amprev para obter um posicionamento sobre a operação, mas não obteve retorno até a finalização desta reportagem. O espaço para manifestação da autarquia segue aberto.
A PF deve analisar os materiais apreendidos durante as buscas para consolidar as investigações e, eventualmente, formalizar denúncias ao Ministério Público Federal (MPF).