Publicidade

A Polícia Federal (PF) remarcou para os dias 26 e 27 de fevereiro os depoimentos dos investigados no inquérito que apura suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master. A alteração no cronograma segue decisão do ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo Tribunal Federal (STF), que reduziu o prazo para as oitivas.

Entre os que devem ser ouvidos estão o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, além de diretores da instituição. Não há confirmação se o dono do Master, Daniel Vorcaro, que já prestou depoimento em 30 de dezembro, será novamente interrogado.

Decisão judicial altera cronograma

Publicidade

Inicialmente, os depoimentos estavam previstos para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro. Toffoli, no entanto, determinou que os interrogatórios fossem realizados em apenas dois dias consecutivos. O ministro é o relator do inquérito que investiga o Caso Master no STF.

Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa já foram ouvidos pela PF no final do ano passado, no prédio do Supremo. No mesmo dia, os dois participaram de uma acareação, uma das primeiras medidas adotadas por Toffoli após o caso chegar à Corte.

Conflito entre STF e PF

A relação entre o ministro Toffoli e a Polícia Federal ficou tensionada durante as investigações. Uma decisão do relator determinando que as provas apreendidas ficassem sob a tutela do STF gerou descontentamento na PF. Posteriormente, Toffoli voltou atrás e ordenou que o material fosse analisado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mais tarde, o ministro designou quatro peritos da PF para terem acesso direto a todo o material apreendido. Também foi determinado que as provas recolhidas na segunda fase da Operação Compliance Zero sejam encaminhadas à PGR, que deverá acompanhar a extração das informações.

CPMI do INSS também busca informações

Além das investigações da PF e do acompanhamento do STF e da PGR, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também está solicitando ao Supremo acesso a informações sigilosas de Daniel Vorcaro.

A primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, resultou em sete prisões, incluindo a de Vorcaro. O empresário foi detido no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, quando, segundo investigadores, tentava deixar o país em um avião particular com destino à Europa. Ele foi solto dias depois por decisão judicial, mas segue como um dos principais alvos da apuração, em liberdade com medidas restritivas.