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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi convidado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para fazer parte de um novo conselho internacional voltado a buscar soluções para o conflito em Gaza. Até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou se o chefe do Executivo brasileiro aceitará a proposta.

O convite também foi estendido ao presidente da Argentina, Javier Milei, que neste sábado (1º) revelou ter recebido a carta da Casa Branca. Em publicação nas redes sociais, Milei afirmou considerar "uma honra" participar da iniciativa, que será liderada pelo próprio Trump.

Composição e objetivos do grupo

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O chamado conselho de paz contará ainda com a presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, do ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, do empresário bilionário Marc Rowan e de Robert Gabriel, assessor de Trump ligado ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA. O presidente americano ficará responsável por presidir o órgão.

A criação do colegiado foi anunciada na sexta-feira (31) e integra a segunda etapa do plano apoiado por Washington para tentar encerrar a guerra no território palestino. Ao divulgar a iniciativa, Trump afirmou que se trata de "um dos colegiados mais relevantes já formados para esse tipo de missão".

Agenda de discussões

De acordo com a Casa Branca, a proposta é discutir temas como fortalecimento institucional, relações regionais, reconstrução de áreas afetadas, estímulo a investimentos, financiamento em grande escala e mobilização de capital internacional.

A iniciativa surge em um momento de impasse nas negociações de cessar-fogo na região. Recentemente, os Estados Unidos e Israel rejeitaram uma contraproposta do Hamas, que apresentou exigências consideradas inaceitáveis para um acordo.

O governo brasileiro, que tradicionalmente mantém uma postura de defesa do diálogo e da solução de dois Estados no conflito israelense-palestino, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o convite. A decisão de Lula será analisada pela equipe diplomática do Itamaraty, que avaliará os termos e a viabilidade da participação brasileira no grupo.