A China possui o maior exército do mundo em número de soldados ativos, com 2.035.000 militares, de acordo com o relatório "The Military Balance 2025" do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS). Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com 1.316.000 tropas em serviço ativo. Apesar da disparidade no efetivo, o orçamento de defesa americano, de US$ 968 bilhões, é quase oito vezes superior ao chinês, de US$ 235 bilhões.
O levantamento, que classifica os países pelo tamanho de suas forças armadas ativas e lista os orçamentos de defesa com base em números de 2024, revela que o tamanho das tropas é apenas um dos fatores que definem o poder militar de uma nação. Tecnologia, sofisticação de equipamentos, sistemas de comando e controle e forças nucleares também são componentes críticos.
Números têm valor, mas capacidade vai além
Mark Cancian, conselheiro sênior do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), think tank com sede em Washington, D.C., ressalta que a quantidade de pessoal é um indicativo de poder latente, mas não é determinante. "Números têm valor, mas há muito mais na capacidade militar", afirmou Cancian ao Business Insider.
O especialista explica que forças maiores e mais avançadas exigem gastos estatais mais elevados, o que se reflete na enorme diferença orçamentária entre EUA e China. Além dos soldados ativos, o IISS analisa separadamente as categorias de reservistas e paramilitares para traçar um panorama completo da mão de obra disponível em cada país.
Reservas e paramilitares em questão
Alguns países mantêm um contingente massivo de reservistas. O Vietnã, por exemplo, tem a maior reserva do mundo, estimada em 5 milhões de pessoas. No entanto, Cancian alerta que o valor militar dessas forças pode ser questionável, especialmente em sistemas baseados no recrutamento obrigatório. "Quando você olha para os números de reserva de alguns países, muitas vezes está olhando para pessoas que não treinaram em 10 ou 20 anos", disse.
Já os paramilitares, embora possam ser eficazes para a segurança interna e a força partidária, têm "essencialmente zero valor" como força militar convencional, segundo a análise do especialista.
Os 10 maiores exércitos do mundo
1. China: 2.035.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 235 bilhões)
2. Estados Unidos: 1.316.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 968 bilhões)
3. Índia: 1.476.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 74,4 bilhões)
4. Coreia do Norte: 1.280.000 soldados ativos (Orçamento: Não reportado)
5. Rússia: 1.134.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 120,3 bilhões)
6. Paquistão: 730.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 28,4 bilhões)
7. Irã: 610.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 8 bilhões)
8. Coreia do Sul: 500.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 43,9 bilhões)
9. Egito: 450.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 7,8 bilhões)
10. Vietnã: 439.000 soldados ativos (Orçamento: US$ 2,8 bilhões)
Contexto e próximos passos
A comparação global de efetivos militares oferece uma visão sobre como os países priorizam o poder militar em suas estratégias de defesa e política externa. O relatório do IISS serve como um importante ponto de referência para analistas e governos, destacando que, em um cenário de conflito, a capacidade de mobilizar reservistas e a qualidade do treinamento são tão importantes quanto o número total de tropas em serviço ativo.
Enquanto potências como EUA e China investem pesadamente em tecnologia de ponta, outras nações continuam a depender fortemente de sua superioridade numérica, um fator que permanece relevante em conflitos convencionais de grande escala.