Uma famÃlia norte-americana descobriu, após uma revisão financeira de fim de ano, que desperdiçava cerca de US$ 1.600 anuais (aproximadamente R$ 8 mil) com assinaturas de serviços que não utilizava. As cobranças recorrentes, que somavam US$ 131,88 por mês, passavam despercebidas em um cartão de crédito Mastercard usado como método de pagamento secundário.
A descoberta ocorreu quando Jane Ridley, responsável por analisar a fatura do cartão referente ao perÃodo de 11 de novembro a 12 de dezembro de 2025. A famÃlia, que prioriza o uso do American Express, raramente conferia os extratos do Mastercard, onde as cobranças estavam sendo feitas.
Serviços desconhecidos e esquecidos
Entre as transações não reconhecidas, destacavam-se pagamentos de US$ 19,99 para a plataforma de jogos Uexton e US$ 29,55 para o serviço de notÃcias esportivas Sportelx. Inicialmente, a consumidora suspeitou de fraude, um problema que já havia enfrentado em outras ocasiões.
No entanto, uma análise mais aprofundada revelou outras cobranças recorrentes: US$ 29,99 para a ESPN New York, US$ 14,99 para o editor de design Canva e US$ 11,95 para a Audiobookstore.com. A famÃlia afirmou não fazer uso de nenhum desses serviços.
Foi identificada ainda uma taxa mensal de US$ 25 para o Rockin' Jump, um parque de trampolins que o filho do casal frequentava semanalmente, mas havia deixado de usar há tempos por ter "ficado velho demais" para a atividade.
Assinaturas de perÃodos de teste não canceladas
A revisão dos extratos dos dois meses anteriores mostrou que os pagamentos suspeitos se repetiam no mesmo dia de cada mês, descartando a hipótese de fraude. A conclusão foi de que se tratava de assinaturas antigas, de serviços experimentais ou promocionais, que nunca foram canceladas.
"A única coisa em que consegui pensar foi que meu marido ou eu devemos ter compartilhado as informações do nosso cartão de crédito em algum momento para obter uma assinatura experimental", explicou Jane Ridley. "Devemos ter esquecido de cancelar no final do perÃodo gratuito ou com desconto."
Dificuldade para cancelar e lição aprendida
Ao tomar consciência do problema, a consumidora agiu rapidamente para cancelar as cobranças. No processo, ela constatou que desinscrever-se dos serviços era significativamente mais difÃcil do que assiná-los, devido aos diversos obstáculos e etapas exigidas pelas empresas.
A experiência serviu como uma lição cara para a famÃlia. "É um não, obrigado, a ofertas tentadoras – mas, em última análise, inúteis – de agora em diante", declarou Ridley. O caso ilustra um risco comum no modelo de negócios baseado em assinaturas, onde consumidores podem acumular gastos passivos com serviços subutilizados ou esquecidos.