A Defesa Civil do Rio de Janeiro solicitou a interdição de 12 imóveis e a demolição das moradias após um desabamento que matou uma pessoa e deixou nove feridas na manhã desta segunda-feira (2), no bairro do Maracanã, Zona Norte da cidade. As edificações, localizadas na Avenida Rei Pelé, foram consideradas em "condições precárias e apresentam risco de desmoronamento".
O Corpo de Bombeiros resgatou oito pessoas com vida durante a madrugada. No entanto, Michele Martins, de 40 anos, foi encontrada morta após mais de cinco horas soterrada. Sua filha, Ágatha Martins, de 7 anos, foi retirada dos escombros com vida e seu estado de saúde é considerado estável.
Operação de resgate mobilizou dezenas de profissionais
Mais de 50 militares do Corpo de Bombeiros e sete unidades operacionais atuaram na ocorrência, incluindo especialistas do Grupo de Operações Especiais (GOESP). A operação contou com o apoio de 12 viaturas e alunos do Curso de Operações de Salvamento em Desastres (COSD).
Além da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, equipes da Subprefeitura da Grande Tijuca, Guarda Municipal e CET-Rio também estão no local. Duas faixas da Avenida Rei Pelé, no sentido Méier, seguem interditadas para os trabalhos.
Atendimento às famílias e próximos passos
A Secretaria Municipal de Assistência Social está prestando atendimento às famílias afetadas pelo desabamento. A Defesa Civil emitiu a recomendação formal de demolição dos imóveis considerados de risco, um procedimento padrão após eventos deste tipo para evitar novas tragédias.
O Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio) monitora a situação. A interdição da via deve permanecer enquanto os trabalhos de avaliação estrutural e remoção de escombros estiverem em andamento.