O Departamento de Justiça dos Estados Unidos informou nesta quarta-feira (24) que localizou mais de 1 milhão de documentos adicionais potencialmente ligados ao caso do financista Jeffrey Epstein. A descoberta deve atrasar por algumas semanas a liberação dos arquivos, conforme determina a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, sancionada no mês passado.
Segundo comunicado divulgado nas redes sociais, promotores do Distrito Sul de Nova York e o FBI comunicaram a descoberta do novo material. O órgão alertou para a necessidade de mais tempo para revisar os documentos antes da divulgação pública, aplicando as redações legais obrigatórias para proteger vítimas e investigações em andamento.
Volume "massivo" de material atrasa processo
Em nota oficial, o Departamento de Justiça declarou que seus advogados estão "trabalhando dia e noite" para revisar o material. "Devido ao volume massivo de material, esse processo pode levar mais algumas semanas. O Departamento continuará cumprindo integralmente a lei federal e a orientação do presidente [Donald] Trump para divulgar os arquivos", afirmou o órgão.
Na terça-feira (23), o Departamento havia divulgado o maior conjunto de documentos até então, com cerca de 30 mil páginas relacionadas ao caso. Esse lote incluía registros que mencionavam o presidente Donald Trump e 10 cúmplices antes não citados.
Contexto das menções a Trump
Em relação às referências a Donald Trump nos documentos já divulgados, o Departamento de Justiça afirmou que algumas incluem "alegações falsas e sensacionalistas". Segundo a nota, essas alegações foram enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020 e não foram usadas por falta de credibilidade.
A Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que obriga a divulgação, foi sancionada em janeiro de 2025. Ela determina a liberação de documentos relacionados a investigações sobre o esquema de tráfico sexual liderado por Epstein, que morreu na prisão em 2019 aguardando julgamento.
Próximos passos e cronograma
Com a descoberta dos mais de 1 milhão de novos itens, não há uma data definida para a próxima divulgação. O Departamento de Justiça se comprometeu a cumprir a lei, mas condicionou o cronograma à conclusão da revisão técnica e legal do material recém-encontrado.
O caso Epstein continua sob investigação federal, com foco em identificar e processar possíveis cúmplices do esquema de abuso sexual que envolveu dezenas de vítimas menores de idade.