Robson Roque Silva de Souza, conhecido como "Jajá", e Pedro Luiz da Silva Soares, o "Chacal", são os dois integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) que permanecem foragidos da Justiça, suspeitos de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. As informações sobre a identidade de "Jajá" foram mantidas em sigilo até agora. Segundo a delegada Ivalda Aleixo, "Chacal", de 54 anos, estaria foragido na Bolívia.
O caso ganhou novos desdobramentos com a prisão de outros três investigados que também eram procurados: Márcio Serapião Pinheiro ("Velhote"), Fernando Alberto Ribeiro Teixeira ("Azul" ou "Careca") e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira ("Manoelzinho"). As capturas ocorreram após operações da Polícia Civil em São Paulo e na Baixada Santista.
Perfil e histórico criminal dos foragidos
Pedro Luiz da Silva Soares, o "Chacal", natural de Aroeiras (PB), é apontado como um dos chefes da facção criminosa. Ele já esteve preso na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Em outubro de 2015, o Ministério Público o denunciou por integrar organização criminosa armada, após uma ação policial em uma chácara em Bauru (SP) onde o grupo mantinha armas de uso restrito, munições, colete balístico e veículos roubados. Na ocasião, os integrantes teriam efetuado disparos contra policiais militares. "Chacal" foi denunciado por tentativa de homicídio, organização criminosa, receptação e adulteração de veículo.
Robson Roque Silva de Souza, "Jajá", foi preso em flagrante em 2013 por manter 41,513 kg de cocaína e 3,604 kg de maconha para venda. A polícia também apreendeu um arsenal com cartuchos de vários calibres, incluindo 21 do calibre 7.62 (de uso restrito), e seis carregadores. As penas aplicadas somaram 10 anos de reclusão e 637 dias-multa.
Operações resultam na prisão de três suspeitos
Márcio Serapião Pinheiro, o "Velhote", foi capturado pela 1ª DISCCPAT do Deic após diligências. Em um imóvel ligado a ele, os policiais encontraram documentos, contratos, chips, um notebook e um pen drive escondidos em um compartimento improvisado semelhante a um bunker. Localizado em outro endereço na Zona Sul de São Paulo, ele tentou fugir pela janela com ajuda da filha, mas foi preso. Com ele, foram apreendidos dois celulares.
Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, "Manoelzinho", foi preso em uma operação conjunta com o GOE em uma pousada na Baixada Santista. Ele resistiu à ordem policial, obrigando o arrombamento do acesso. Durante as buscas, os agentes encontraram uma arma de fogo municiada com numeração suprimida e dois celulares, resultando em prisão em flagrante por posse ilegal de arma.
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, "Careca" ou "Azul", foi capturado após monitoramento policial. Ele foi abordado e preso sem resistência em um estabelecimento comercial de sua propriedade em Jundiaí, no interior paulista.
Contexto e próximos passos
As investigações sobre o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes continuam, com foco na localização dos dois integrantes do PCC que permanecem foragidos. As autoridades reforçam a busca por "Jajá" no estado de São Paulo e por "Chacal", cujo paradeiro mais recente apontava para a Bolívia. A polícia trabalha com a hipótese de que o crime tenha ligação com a atuação de Ferraz no combate ao crime organizado.