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Ex-executiva do Chief vira sócia de fundo de venture capital focado em startups de consumo

Ex-executiva do Chief vira sócia de fundo de venture capital focado em startups de consumo

Lindsay Kaplan deixa cargo de diretora de marca para orientar fundadores sobre como conquistar atenção em mercados saturados.

Redação
Redação
21 de janeiro de 2026

A ex-diretora de marketing e cofundadora da Chief, Lindsay Kaplan, anunciou sua entrada como sócia-venture no fundo de capital de risco Bullish. A mudança de carreira ocorre após ela deixar o cargo de chief brand officer na Chief, empresa de networking para mulheres, no ano passado. O objetivo de Kaplan é usar sua experiência para orientar fundadores de startups de consumo sobre como construir marcas que gerem cultura e atenção genuína.

Em entrevista exclusiva ao Business Insider, Kaplan afirmou que, no cenário atual, dinheiro para marketing não é suficiente. "Você pode ter todo o dinheiro do mundo para colocar no algoritmo e comprar anúncios", disse Kaplan. "Mas se você não tiver o fundador certo, que seja capaz de construir uma comunidade e a atenção necessária para criar um produto real que as pessoas queiram, todo esse dinheiro... não tem significado."

Foco em problemas humanos e não no "hype" da IA

O fundo Bullish, conhecido por investir em sucessos como Warby Parker, Harry's, Peloton e Casper — antigo empregador de Kaplan —, foca em startups em estágio inicial, geralmente do pré-seed à Série A. Kaplan declarou interesse especial em categorias que abordam questões humanas fundamentais, como solidão, relacionamentos, parentalidade, saúde, identidade e pertencimento.

Ela vê a inteligência artificial como uma ferramenta potencial para essas áreas, mas alerta para o risco de supervalorização. "A IA pode ser uma ferramenta para ajudar nesses problemas", disse Kaplan, acrescentando que está ciente de que "nem toda IA será um sucesso com pessoas reais".

A estratégia contrária para se destacar

Para Kaplan, a chave para o sucesso é "romper o ruído" em mercados saturados. Ela defende que os fundadores precisam mudar o foco de convencer investidores para entender o que faz um cliente se importar. Em setores como o de IA para consumidores, ela observa uma estratégia eficaz: não liderar com o discurso tecnológico.

"As melhores marcas que estão surgindo estão usando IA, mas não necessariamente baseiam totalmente sua startup nela", explicou Kaplan. Como exemplo, citou a Rocco, marca de geladeiras inteligentes na qual investiu. "É uma geladeira inteligente, mas a marca não lidera com 'eletrodoméstico com IA', lidera com design e funcionalidade. A IA torna o produto melhor sem se tornar sua identidade."

Distribuição conquistada, não comprada

Kaplan aponta a economia dos criadores de conteúdo como o fator que "reescreveu quem controla a distribuição" nas redes sociais. "Os primeiros adeptos realmente se tornaram os criadores", afirmou. Segundo ela, a grande questão para as startups não é mais apenas o custo de aquisição de cliente (CAC), mas "quem levará a história para o mundo e por que alguém ouviria?".

"A distribuição não é mais algo que você pode comprar", concluiu Kaplan. "Você tem que conquistá-la." A entrada de Kaplan no Bullish representa uma aposta do fundo em expertise de marca e comunidade para identificar e escalar as próximas grandes empresas de consumo.

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