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O ex-ministro Raul Belens Jungmann Pinto morreu na noite deste domingo (18), aos 77 anos, em Brasília. Ele estava internado no Hospital DF Star devido a um agravamento do câncer no pâncreas, doença que tratava há alguns anos.

Nascido em 3 de abril de 1952, no Recife (PE), Jungmann construiu uma das trajetórias mais diversificadas da política brasileira. Sua vida pública começou no movimento Diretas Já, e ele passou por partidos como o MDB, o PCB e foi um dos fundadores do PPS.

Trajetória no serviço público e no Congresso

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Antes de assumir ministérios, Jungmann ocupou cargos de gestão ambiental e agrária. Ele presidiu o Ibama e o Incra na década de 1990. Entre 1999 e 2002, comandou o Ministério do Desenvolvimento Agrário no governo de Fernando Henrique Cardoso, atuando na formulação de políticas de reforma agrária.

Ele também foi eleito deputado federal por Pernambuco por três mandatos. No Congresso, destacou-se em comissões de segurança pública e foi líder da Frente Parlamentar de Controle de Armas, Paz e Vida, que deu suporte ao Estatuto do Desarmamento.

Passagem pelos ministérios da Defesa e Segurança Pública

No governo Michel Temer, Jungmann assumiu o Ministério da Defesa em maio de 2016, liderando as Forças Armadas em um período de desafios institucionais. Em fevereiro de 2018, com a criação do Ministério da Segurança Pública, ele foi nomeado seu primeiro titular, cargo que ocupou até o início de 2019.

Após deixar o governo, continuou ativo em debates públicos sobre defesa, segurança e democracia, defendendo limites à atuação militar no Executivo.

Reconhecimento e legado

Em 2025, Jungmann recebeu o título de Doutor Honoris Causa em reconhecimento à sua longa trajetória nas áreas de políticas públicas, defesa e segurança. A notícia sobre as cerimônias fúnebres e o velório ainda não foi divulgada oficialmente pela família ou autoridades.