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Um homem de 45 anos foi preso em flagrante por tentar beijar à força uma menina de 11 anos na tarde desta segunda-feira (19), na região central de Cruzeiro, interior de São Paulo. A ocorrência, registrada como estupro de vulnerável, contou com a atuação conjunta da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal (GCM).

De acordo com o boletim de ocorrência, a polícia foi acionada para atender a uma possível tentativa de estupro. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram dois homens em confronto. Um deles, uma testemunha, afirmou ter interrompido o assédio.

Testemunha relata tentativa de assédio e agressão

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Segundo o relato policial, a testemunha, que não conhecia a vítima nem o suspeito, parou seu carro ao ver a menina encostada em um muro sendo puxada e tentada a ser beijada por um homem. "Ao parar na esquina, viu uma menina encostada no muro e um rapaz puxando ela, tentando beijá-la", descreve o documento.

Ao perguntar se a criança conhecia o homem e receber uma resposta negativa, a testemunha decidiu intervir. Foi nesse momento que o suspeito, que aparentava estar embriagado, começou a agredi-lo. A testemunha então acionou um conhecido que é policial, que por sua vez solicitou o apoio da Guarda Municipal.

Suspeito tem passagem pela polícia e prisão é convertida

A GCM confirmou, em nota ao Portal iG, que foi acionada, localizou o suspeito e o encaminhou às autoridades policiais. O homem foi preso em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. Posteriormente, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva pela Justiça.

O suspeito já possui registros de passagem pela polícia por outros crimes, conforme apurado pelas autoridades. A menina de 11 anos foi atendida e recebeu os devidos cuidados.

Contexto de violência sexual no estado

O caso ocorre em um contexto de alta incidência de crimes sexuais no estado. Dados do governo de São Paulo mostram que, de janeiro a novembro de 2025, foram registrados 13.355 casos de estupro em território paulista.

O número representa uma leve queda em relação ao mesmo período de 2024, quando foram contabilizados 13.483 casos. O estado mantém programas de acolhimento, como o Cabine Lilás, integrante de uma rede de proteção às vítimas de violência contra a mulher.