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Um informante confidencial disse ao FBI em 2017 que o financista e criminoso sexual Jeffrey Epstein mantinha um "hacker pessoal", de acordo com um documento liberado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos na sexta-feira (24). A informação foi divulgada como parte do esforço legalmente exigido para publicar documentos relacionados à investigação sobre o caso Epstein.

O documento, que integra um lote de 3,5 milhões de páginas adicionais dos arquivos de Epstein liberados na mesma data, não identifica o suposto hacker. No entanto, inclui vários detalhes fornecidos pelo informante sobre as atividades e a origem do indivíduo.

Perfil e especialidade do suposto hacker

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De acordo com as alegações, o hacker seria um italiano nascido na região sulista da Calábria. O informante afirmou ao FBI que o especialista tinha como foco encontrar vulnerabilidades em dispositivos iOS, BlackBerry e no navegador Firefox.

O indivíduo teria desenvolvido e vendido exploits de dia zero e ferramentas de ciberataque para vários países. Entre os clientes estariam um governo não identificado da África Central, o Reino Unido e os próprios Estados Unidos.

Alegações sobre atividades ilícitas

O informante relatou ao FBI que o hacker de Epstein vendeu um exploit de dia zero para o grupo militante Hezbollah. O pagamento pela ferramenta teria sido feito com "um baú de dinheiro em espécie", segundo o documento.

"Ele era muito bom em encontrar vulnerabilidades", disse o informante às autoridades, conforme consta no registro. É importante ressaltar que o documento contém apenas as alegações do informante, não uma confirmação direta do FBI sobre a veracidade das informações.

Ao ser procurada pela TechCrunch, a agência FBI se recusou a comentar o caso. O Departamento de Justiça também não respondeu a um pedido de posicionamento.

Contexto da liberação dos documentos

O lote de documentos divulgado na sexta-feira inclui, além das milhões de páginas, mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, muitas delas pesadamente censuradas (redigidas). A liberação faz parte do processo contínuo de transparência sobre a extensa investigação envolvendo Epstein, que foi encontrado morto em sua cela em 2019 enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.

As novas informações surgem em um contexto de contínuo escrutínio público sobre a rede de contatos e as operações do financista, com investigações ainda em andamento para desvendar a extensão total de suas atividades criminosas.